Foi com dinheiro obtido por meio de “rachadinha” que o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, financiou um prédio erguido pela milícia, no Rio de Janeiro.
Os dados constam em documento sigilosos e dados levantados pelo Ministério do Rio de Janeiro, segundo revela o site The Intercept, que teve acesso aos documentos.
As investigações avançam fechando o cerco sobre a família Bolsonaro, o que também teria motivado o presidente a pressionar o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro a trocar o comando geral da Polícia Federal.
A “rachadinha”, na verdade, é uma apropriação indevida de parte dos salários de assessores de gabinete. Flávio Bolsonaro teria utilizado desse mecanismo no período em que exerceu mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio.
O dinheiro era coletado pelo então assessora Fabrício Queiroz, que ficava com 40% dos vencimentos e repassava uma parte para o ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do escritório do crime, grupo miliciano especializado em assassinato por encomenda.
A organização criminosa também atua nas cobranças de “taxas de segurança”, ágio na venda de botijões de gás, garrafões de água, exploração de sinal clandestino de TV, grilagem de terras e na construção civil em Rio das Pedras e Muzema. (The Intercept)
O dinheiro coletado no gabinete, segundo o The Intercept, foi destinado ao empreendimento executado três construtoras.
As investigações preocupam a família Bolsonaro. Os advogados do senador já tentaram suspender essas investigações por nove vezes.








