*Da redação
O que esperar de alguém que cultua a tortura, não esconde o preconceito racial, é assumidamente homofóbico e não dá a mínima para os direitos das mulheres. Não se deve esperar muita coisa, convenhamos.
Este é o perfil do presidente eleito no Brasil em outubro do ano passado, ao ganhar corpulência para conquistar parte do opinião pública graças ao apoio amplo, geral e irrestrito de procuradores da Operação Lava Jato e do juiz Sérgio Moro, que veio a tornar-se ministro da Justiça e da Segurança Pública.
Ele é Jair Bolsonaro, um ex-deputado do baixo clero, habituado aos discursos histriônicos para conquistar turbas enfurecidas.
Não se trata de um enganador, porque sempre defendeu as ideias que agora expressa: devoção a Brilhante Ustra, um carniceiro da ditadura brasileira, arauto da teologia “bandido bom é bandido morto” e com defensor de milícias.
Por isso, não causa surpresa o mais incidente diplomático que provocou ao defender a tortura de Alberto Bachelet, durante a ditadura de Pinochet, no Chile.
https://www.facebook.com/jairmessias.bolsonaro/photos/a.250567771758883/1577243422424638/?type=3&theater
Alberto é pai de Michelle Bachelet, ex-presidente do país e agora Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos. Essas agressões se deram porque Bachelet, em coletiva de imprensa em Genebra, ao ser perguntada sobre o Brasil, disse que o espaço democrático no país está diminuindo em manifestou preocupação com os direitos humanos no país.
Bolsonaro reagiu por meio de uma postagem no Facebook, elogiando o fato do pai da ex-presidente, o general-brigadeiro Alberto Bachelet, ter sido preso e barbaramente torturado pelo regime de Pinochet. Ele morreu em 1974, em consequência da violência sofrida na prisão.
Bolsonaro impressiona, talvez, pela audácia, porque não é todo adorador de tortura que ousa defender a bestialidade em público como ele faz.
O presidente do Senado do Chile, Jaime Quintana, repudiou o ataque a uma vítima da ditadura de Pinochet. Segundo ele, ao defender a tortura de Goldman, Bolsonaro atinge a memória de todo o povo chileno.
O parlamentar cobrou uma postura firme do presidente do país Sebatian Piñera sobre o caso. Representantes de partidos de direita, centro e da esquerda chilena também repudiaram as declarações de Bolsonaro.








