Criado para atuar durante a greve dos caminhoneiros, grupo será mantido para acompanhar eleições;
Foto: EBC
O comitê criado pelo governo para gerenciar a crise dos caminhoneiros será mantido para as eleições deste ano. O grupo passará a monitorar a disseminação de notícias falsas (fake news) na internet.
A decisão de manter o comitê foi anunciada nesta segunda-feira (4) pelo ministro da Segurança Pública Raul Jungmann. “Vamos continuar mantendo o comitê que se reuniu, não mais focado na crise, mas na conjuntura política. Porque temos um período de eleições à frente, sabemos que temos que prestar atenção nas fake news”, afirmou Jungmann.
APOIO JUDICIAL
O ministro afirmou que o monitoramento padrão será feito na rede aberta, mas que, eventualmente, poderão ser feitos pedidos à Justiça para monitorar indivíduos específicos.
“A gente acompanha a rede aberta. Quando necessário, com indícios fundamentados, a gente faz uma requisição judicial para monitorar alguém específico na rede. É preciso a gente entender que o empoderamento da rede veio para ficar”, disse o ministro.
Para Jungmann, plantar informações mentirosas sobre um candidato no centro do debate político é “um risco para a democracia”.
IMPACTO DAS FAKE NEWS
A partir de provedores localizados em diferentes países, notícias falsas têm impactado os últimos debates públicos mais relevantes, como as eleições nos Estados Unidos e os plebiscitos sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e sobre o acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A menos de um ano das eleições gerais, agora é o Brasil que se vê diante do problema.
Dentre os integrantes do comitê que se reuniu diariamente nas últimas duas semanas para monitorar a situação das estradas estavam os ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen; da Casa Civil, Eliseu Padilha; da Secretaria de Governo, Carlos Marun; e o chefe do Estado Maior-Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, além de Jungmann.
Jungmann não adiantou, porém, quais nomes continuarão no comitê daqui para a frente. Sobre a recente greve dos caminhoneiros, o ministro destacou que a situação envolvendo o desabastecimento no país caminha para os níveis de normalidade.
*Agência VIU! com EBC








