Adrilles Jorge, comentarista da Jovem Pan, foi demitido depois de ter feito uma suposta saudação nazista. Ele comentava o caso de Monark, apresentador do Flow Podcast, que defendeu a existência de um partido nazista e declarou não haver problema em ser “anti-judeu”. Depois, Monark foi desligado dos Estúdios Flow.
O comentarista, ao terminar de falar sobre o caso – e apoiar Monark – levantou o braço com a palma da mão para o alto. O gesto foi associado ao “Sieg Heil”, uma saudação nazista usada por Adolf Hitler, que significa “viva a vitória”.
Nas redes sociais, Adrilles Jorge confirmou a demissão. Ele negou que o gesto tenha sido uma saudação nazista e afirmou que estava apenas acenando. “Fui demitido da Jovem Pan. Por dar um tchau deturpado por canceladores. Infelizmente, a pressão de uma turba canceladora e sua sanha de sangue surtiram efeito”, escreveu.
Após o gesto feito por Adrilles durante o programa “Opinião”, o apresentado William Travassos expressou consternação ao vivo. “Surreal, Adrilles”, disse Travassos.
A emissora divulgou um comunicado afirmando que repudia “qualquer manifestação e defesa do nazismo e suas ideias. Somos veementemente a perseguição de qualquer grupo por questões étnicas, religiosas, raciais ou sexuais”. Segundo a Jovem Pan, eles prezam por um debate de ideias, mas são contra o discurso de ódio.
Confederação Israelita condena gesto
A Confederação Israelita do Brasil (Conib) condenou, em nota, o gesto que classificou como “repugnante de saudação nazista”.
“O nazismo propaga uma visão de mundo racista, antissemita e totalitária, que causou a morte de 6 milhões de judeus e minorias como homossexuais, negros, ciganos e outras, e detonou uma guerra mundial catastrófica para a humanidade. Episódios de apologia ao nazismo devem ser combatidos com todo o rigor da lei brasileira e repelidos pela sociedade como um todo. A Conib, em nome da comunidade judaica, agradece as manifestações de apoio diante desses fatos lamentáveis e agradece também a todos que vêm manifestando indignação e repulsa diante deles. A luta contra o racismo e o discurso de ódio deve ser uma luta de todos”, diz a entidade.








