O pedido de demissão do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, gerou um desconforto para o ministro da Economia Paulo Guedes.
Levy foi indicação de Guedes e diante das críticas públicas do presidente Jair Bolsonaro, não contou com a solidariedade do padrinho. O executivo foi abandonado à própria sorte sob várias alegações, entre elas, a de que não abriu a caixa-preta da instituição de fomento.
Em entrevista ao programa Jornal da Manhã, na rádio Jovem Pan nesta segunda-feira (17), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que ficou surpreso com o apoio de Guedes a demissão do ex-presidente do BNDES.
Fonte: Youtube – Jovem Pan
O parlamentar afirmou que Guedes “entregou a cabeça do seu aliado”. Apesar do desconforto em relação a mais uma baixa no governo, Maia diz que a demissão não deve alterar a agenda da reforma da Previdência na Câmara. Segundo ele, a tramitação deve continuar acontecendo normalmente.
O governo Bolsonaro tenta manter uma política de caça às bruxas no BNDES. Quer uma devassa nos financiamentos da instituição durante os governos do PT, mas a retórica é encarada com descrença pelo mercado.
Na coluna Painel, da Folha de São Paulo, a jornalista Joana Cunha cita uma fonte do empresariado que arrisca projeções sobre o próximo presidente do BNDES. A fonte acredita que a caça às bruxas tende a fraquejar, “pelo simples fato de que talvez não haja bruxas para caçar”.








