O ex-presidente Jair Bolsonaro será ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal na tarde desta terça-feira (23) no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome.
O depoimento está marcado para as 15h e será realizado na residência onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária, em Brasília.
A oitiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que também assegurou a participação dos advogados de defesa durante o interrogatório.
A atual prisão domiciliar de Bolsonaro tem previsão de término na próxima quinta-feira (25), conforme decisão judicial.
A investigação começou após uma blitz realizada em 15 de junho, em Taguatinga, no Distrito Federal. Durante a fiscalização, um motorista que se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foi abordado transportando uma pistola e informou aos policiais que o armamento pertencia ao ex-presidente.
Posteriormente, a Polícia Civil confirmou que a arma estava registrada em nome de Bolsonaro. Além da pistola, também foi apreendido um carregador de uma Glock calibre 9 milímetros.
Em depoimento, o motorista afirmou que havia retirado a arma da residência do ex-presidente para encaminhá-la a um conserto e que pretendia devolvê-la no dia seguinte.
A defesa de Bolsonaro reconheceu a propriedade do armamento e argumenta que a condição de prisão domiciliar não impede o ex-presidente de manter uma arma devidamente registrada em sua residência, conforme a legislação vigente.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação na ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado.
Em março deste ano, Alexandre de Moraes autorizou a substituição do regime fechado pela prisão domiciliar humanitária, após a defesa apresentar laudos que apontavam agravamento do estado de saúde do ex-presidente, que estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
*Da Agência Fonte Exclusiva








