O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (16) que não cederá a pressões e manterá o comando do ministério do Meio Ambiente e da Saúde, respectivamente, com Ricardo Salles e Eduardo Pazuello.
“Temos hoje vinte e três ministérios”, afirmou, “temos nove ministros militares. Sem contar com o vice Mourão. É proibido militar entrar na política? Salles fica e Pazuello fica”, disse Bolsonaro em sua live tradicional das quintas-feiras.
O presidente estava sozinho no Alvorada por do diagnóstico positivo da Covid-19.
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Fonte: Facebook
Mas o clima de insatisfação é grande. No caso de Salles, a pressão é internacional. Fundos de investimento, por exemplo, ameaçam deixar o país caso nada mude a política em relação à Amazônia. “A Europa é uma seita ambiental”, afirmou o presidente. “Não preservaram nada e o tempo todo atiram em cima de nós de forma injusta.”
Ricardo Salles, por sinal, está pedindo R$ 230 milhões a mais no orçamento. Ele diz que não conseguirá agir para preservar a floresta a partir de agosto.
De acordo com um estudo da revista Science, até 20% da soja e da carne exportadas pelo país vêm de áreas desmatadas.








