A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 31%, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (20) pela Reuters em parceria com o instituto Ipsos. O levantamento aponta o menor índice de popularidade do atual mandato e revela insatisfação de parte dos norte-americanos com a condução da economia.
Os números foram divulgados a poucas semanas das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. A votação definirá a composição da Câmara dos Representantes e parte do Senado, com possíveis reflexos na relação entre o governo e o Congresso durante os dois últimos anos da presidência de Trump.
Segundo a Reuters, as pesquisas de aprovação presidencial realizadas pelo instituto desde 2010 não haviam registrado um índice tão baixo nesse período que antecede as eleições legislativas.
Economia pesa na avaliação do governo
A situação econômica está entre os principais pontos de insatisfação dos entrevistados. De acordo com o levantamento, 68% dos participantes desaprovam a maneira como Trump conduz a economia norte-americana.
O custo da gasolina também aparece entre as preocupações dos eleitores, em um cenário no qual as despesas cotidianas influenciam a avaliação do governo.
A insatisfação não está restrita aos adversários políticos do presidente. Entre os entrevistados que se identificam com o Partido Republicano, 37% desaprovam a condução econômica da administração Trump.
Os dados mostram que as críticas à economia também estão presentes entre parte dos eleitores alinhados ao partido do presidente, embora o levantamento não indique que todos compartilhem a mesma avaliação.
Democratas aparecem à frente nas intenções de voto
A pesquisa Reuters/Ipsos também perguntou aos entrevistados em quais partidos pretendem votar nas eleições legislativas. Os democratas receberam 47% das preferências, enquanto os republicanos registraram 35%.
Os percentuais indicam uma diferença de 12 pontos percentuais entre os dois partidos na preferência declarada pelos participantes da pesquisa.
O resultado, porém, não determina como ficará a composição do Congresso. As vagas são disputadas individualmente em distritos eleitorais e estados, e o resultado nacional das intenções de voto não corresponde necessariamente à quantidade de cadeiras conquistadas por cada partido.
Mulheres demonstram maior preferência pelos democratas
O levantamento também identificou diferenças nas intenções de voto entre homens e mulheres. Entre as eleitoras, aproximadamente metade declarou preferência pelos democratas, enquanto cerca de um terço afirmou que pretende votar nos republicanos.
Entre os homens, os democratas também apareceram à frente, mas com uma diferença menor em relação aos republicanos.
Os números destacam a importância das diferenças de comportamento eleitoral entre os grupos pesquisados. Ainda assim, as respostas refletem as intenções declaradas no momento da entrevista e podem mudar até o dia da votação.
Eleições podem mudar a composição do Congresso
A eleição de 3 de novembro definirá os ocupantes das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e de parte das vagas do Senado dos Estados Unidos.
Atualmente, os republicanos controlam as duas casas legislativas. Para alterar essa configuração, os democratas precisam conquistar cadeiras suficientes para estabelecer uma nova maioria em uma ou nas duas casas, respeitando as regras de composição de cada uma.
O resultado terá consequências para a tramitação de projetos de lei, a aprovação de medidas econômicas e a implementação das prioridades do governo federal. A distribuição de forças no Congresso também influencia a capacidade de negociação entre parlamentares e o Poder Executivo.
A pesquisa divulgada pela Reuters/Ipsos registra a avaliação dos norte-americanos sobre a gestão Trump e suas preferências partidárias às vésperas da votação. Os indicadores ajudam a compreender o cenário político do país, mas não permitem, isoladamente, antecipar o resultado das eleições.
*Da Agência Fonte Exclusiva








