O Banco Cédula, filial do Banco Morada, que desapareceu com o dinheiro de vários investidores de Campos-RJ, no início dos anos 2000, perdeu uma ação e terá que indenizar todos os correntistas.
Segundo reportagem do Jornal do Brasil, o banco terá que pagar R$ 100 milhões para os clientes lesados, após a ação se estender nos tribunais por 15 anos.
O banqueiro Michel Stivelman agia em uma espécie de “agiotagem legalizava “ no município através de parcerias com empresários locais. Eles emprestavam aos aplicadores de seu banco taxas de 3% ao mês para depositantes da cidade, três vezes superior o que pagava a concorrência.
Um dos empresários que tocava o negócio em Campos, quebrou e o Banco Cédula, que tinha o controle dos depósitos, se negou a devolver os recursos de centenas de investidores.
Stivelman teria ficado com mais de 100 milhões (corrigidos a valor presente) dos aplicadores de seu banco, que chegaram, em muitos casos, a vender suas casas para aplicar no Banco Cédula.
O Ministério Publico entrou com uma ação contra o banco de Michel Stivelman, responsabilizando-o pelo golpe praticado. Cristiano Muller, advogado que acompanhou e representou os lesados na ação proposta, disse ao JB que “o pagamento aos lesados por Stivelman vem sendo protelado pelo Banco Cédula. Após 15 anos, o banco perdeu em todas a instâncias, e vai ter de pagar cerca de R$ 100 milhões para os clientes lesados. E agora vamos entrar com mais de 100 ações individuais de clientes que também foram enganados pelo Cédula”, acrescentou Muller.
O Banco Central será oficialmente comunicado desta ação de estelionato praticado pelo Banco Cédula, assim como as autoridades americanas, onde Stivelman possui uma financeira.
História
Na época o calote do banco morada causou um burburinho na cidade. Varias pessoas lesadas venderam seus bens materiais e aplicaram no banco, com esperança de triplicar o valor depositado em pouco tempo.
Procurado pela redação do JB, Franklin Pereira Filho, principal executivo do Banco Cédula e considerado o “laranja” de Stivelman, não respondeu nossas chamadas.








