Quem é o mister Batata, o homem que ficou com o contrato da reforma do Maracanã no apartamento, em Niterói?
Da redação
A tempestade deflagrada no ambiente político do Rio de Janeiro terá capítulos surpreendentes após a delação do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Jonas Lopes de Carvalho.
Na sede do TCE o pânico é generalizado após a prisão de cinco conselheiros. Já tem funcionários falando em entrar para a lista de colaboradores do Ministério Público Federal. Os burburinhos mencionam um apartamento em Niterói que teria guardado por uns tempos o contrato de reforma do Maracanã. É um “batateiro” sem fim. O dono deste apartamento é um advogado com hábitos judaicos: não come carne de porco e não trabalha aos sábados, mas ele não é judeu. Banca o esperto.
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), saiu da Superintendência da Polícia Federal (PF), no Rio de Janeiro, zona portuária, cerca de três horas depois de ser conduzido coercitivamente para depor na manhã desta quarta-feira (29/03). O deputado saiu sem falar com a imprensa.
Picciani foi conduzido para depor em meio à Operação Quinto do Ouro, que também cumpriu mandados de prisão contra cinco conselheiros e um ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ). Os seis presos estão na Superintendência da PF e, após depoimento, serão levados para o Instituto Médico-Legal. Segundo a assessoria da PF, de lá, eles serão encaminhados a unidades do sistema prisional ainda não divulgadas.
Os conselheiros detidos tiveram bens e valores bloqueados.
De acordo com nota da Polícia Federal (PF), os presos são investigados por fazerem parte de um esquema de pagamentos de vantagens indevidas relacionadas a contratos com órgãos públicos para agentes do Estado, em especial membros do TCE-RJ e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
As investigações da PF indicam que agentes públicos teriam recebido valores indevidos para viabilizar a utilização do fundo especial do TCE-RJ para pagamentos de contratos do ramo alimentícios atrasados junto ao governo. Esses agentes receberiam uma porcentagem do contrato faturado.
As investigações tiveram origem em uma colaboração premiada feita por dois investigados na Operação Lava Jato à Procuradoria-Geral da República.
O nome da operação – Quinto do Ouro – é referência a um imposto cobrado por Portugal dos mineradores de ouro no período do Brasil Colônia.
Mas vem por aí o resultado da delação do ex-secretário do governo Cabral, Wilson Carlos.








