Condenado na Operação Chequinho, em Campos-RJ, Jorginho Magal terá recurso julgado no TRE-RJ nesta quinta-feira (30/03); suplente Tiago Godoy está engraxando os sapatos
Da redação
Em política também existe o dia da caça e do caçador. Na cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, o vereador Jorge Magal elegeu-se no palanque da prefeita Rosinha Garotinho (PR), mas depois da eleição, pulou o alambrado para o quintal do novo prefeito Rafael Diniz.
NA IMAGEM ACIMA Jorge Magal (à esq.) será o primeiro réu da Operação Chequinho a ter recurso julgado nesta quinta-feira (30/03) no TRE
Por conta disso, diz as más línguas, conseguiu uma espécie de blindagem contra os infortúnios. Foi condenado na Operação Chequinho por acusação de trocar programa social por voto, mas conseguiu manter-se no exercício do mandato, enquanto que outros condenados no mesmo processo foram impedidos de participar de diplomação e tomar posse. Diante da mão pesada e seletiva da justiça, Magal sobreviveu.
Só que a fila anda, o mundo dá voltas e (segundo Cartola) “a vida é um moinho”. O processo de Magal subiu para ao Tribunal Regional Eleitoral. Ele será o primeiro réu da Chequinho a ser julgado na Corte nesta quinta-feira (30/03) sob a relatoria do desembargador André Fontes. O Ministério Público opinou pelo desprovimento do recurso. Se Magal bailar na curva, assume o suplente Tiago Godoy.
Se a condenação de primeira instância for mantida, o desertor perde o mandato. Neste caso, Rafael perderia um aliado na bancada governista que já está à beira de um ataque de nervos por conta da gula do presidente do legislativo Marcão Gomes (Rede). A cabeça de Magal em uma bandeja é o menor dos males. Já existe uma grupo de oito vereadores formando um bloco que poderá chegar a 13 insatisfeitos.
*Atualizada em 29/03 às 15h31min








