O influencer digital Brendo Yan da Silva, que morreu aos 27 anos após uma reação alérgica a camarão em Natal, deixou uma carta de despedida. O fato foi revelado pela esposa dele, Victoria Figueiredo.
Ela explicou que não sabe exatamente quando Brendo Yan escreveu a carta, mas disse que o documento foi entregue a ela assim que eles se casaram, há um ano. Na carta, Brendo pediu para que ela e todos “aproveitassem a vida intensamente”.
“O legado que ele deixou é o que fica. Que a gente viva intensamente, que a gente aproveite a vida intensamente, que a vida é uma só e a gente não sabe o dia de amanhã. E eu não sabia realmente o dia de amanhã. Se eu soubesse, eu teria aproveitado mais”, disse Victoria Figueiredo.
“E é isso que ele vai deixar dentro de mim: que eu aproveite a vida, que eu curta a vida. Foi isso que ele me pediu na carta”.
Na carta, a esposa disse que Brendo Yan agradecia e também pedia como queria que fosse o funeral, “caso chegasse o dia dele”. Por ser do candomblé, um dos desejos de Brendo Yan era de que todos estivessem de branco e também que houvesse um festejo.
O pedido foi atendido durante o cortejo e o sepultamento na tarde desta quinta-feira (27) na Redinha, bairro em que ele morava, contou com uma banda de frevo e um estandarte do Bloco do Anjnho, que foi criado pelo influenciador digiral no carnaval deste ano.
“Ele deixou uma carta agradecendo e pedindo como ele queria que fosse feito no funeral, caso chegasse o dia dele. E a gente fez tudo do jeito que ele pediu. Foi difícil? Foi. Mas ele queria a gente feliz, ele queria o frevo, que é uma coisa que ele ama”, disse Victoria.
“Ele quer que a gente pule o carnaval, que a gente esteja presente. Se a gente não lembrar dele, ele não vai poder estar presente no carnaval, que é uma coisa que ele tanto ama”.
Victoria também disse ainda que vai manter o Bloco do Anjinho nos próximos anos em homenagem ao marido. No carnaval de 2023, foi a primeira vez que o bloco ganhou as ruas, realizando um sonho antigo do influenciador.
Reação Alérgica
Brendo Yan teve morte cerebral nesta quarta-feira após ficar internado por comer um bolinho de aipim recheado com camarão. Brendo era alérgico ao alimento, e, assim com ele, milhares de outras pessoas não podem ingerir esse fruto do mar, que protagoniza uma das alergias mais comuns no Brasil. Mas por que tantas pessoas manifestam reações alérgicas ao camarão e outros frutos do mar?
Os frutos do mar se dividem em dois grupos: os crustáceos — camarões, caranguejos, lagostas e outros animais de corpo segmentado —, e os moluscos — lulas, polvos e ostras, por exemplo. Cada grupo apresenta substâncias alergênicas, diferentes entre si, embora a mais frequente seja comum a ambos: a tropomiosina, uma proteína estável e resistente à temperatura (portanto, não desaparece no cozimento) e à digestão em meio ácido, presente nos músculos dessas criaturas, que pode causar reações alérgicas graves.
Essa proteína pode, inclusive, ser liberada no ambiente através do vapor, o que pode representar um risco aos alérgicos apenas ao entrar na cozinha. Além disso, a tropomiosina também se apresenta como alérgeno em ácaros e baratas. Por isso, pessoas com rinite e asma podem ser mais propensos a manifestar alergias alimentares.
Outras substâncias alergênicas são a quinase, a arginina, a miosina, entre outras. Se a reação alérgica for somente a uma desses elementos, é possível que a alergia seja restrita a um único fruto do mar, e não a todo o grupo. Nesses casos, é importante consultar um alergologista para saber quais os crustáceos e os moluscos seguros para consumo e quais não.
Com informações do g1 e do Jornal O GLOBO.








