Depoimento de Eike Batista, Lava Jato no encalço da família Picciani e investigação chegando a São João da Barra; tudo pode acontecer
Um dia cheio de venenos, assim podemos denominar esta terça-feira (31/01) de janeiro. O laboratório é a Operação Lava Jato e os disseminadores são os blogs, jornais e plataformas digitais que proliferam as informações.
O empresário Eike Batista, que está preso desde ontem (30/01) no Rio de Janeiro, deverá depor na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), no centro do Rio, às 15h. Será que ele vai falar tudo o que sabe?
“Madame Marreta vai sofrer”, afirma o ex-governador Anthony Garotinho por meio de notícias viróticas no WhatsApp.
Pitadas de veneno estão por toda parte. O mesmo Garotinho, em seu blog, jogou uma informação nas entrelinhas nesta terça-feira:
Se não vai o boi gordo, vai o bezerro
Pessoas muito bem informadas garantem que nos próximos dias a vaca vai para o brejo. Talvez com a dificuldade de prender o boi mais velho, devido a sua esperteza e por estar protegido num estábulo privilegiado, quem vai para açougue é um bezerro mais novo, uma de suas crias. É o único que não fica no estábulo especial. Quem entende da política do Rio, de bois e fazendas entendeu a charada. O açougueiro está com tudo pronto pro abate, é questão de dias.
O endereço, pelo que tudo indica, é a família Picciani.
Já a colunista do Extra, Berenice Seara, sempre muito espirituosa, dá um voo por São João da Barra em sua coluna e nos traz uma pérola do surrealismo interiorano.
Eike Batista: um barão no Complexo de Bangu
Eike Batista, encarcerado nesta segunda-feira (30) em Bangu 9, tem o título de Barão… de São João da Barra.
Criador do Porto de Açu, no município do Norte Fluminense, o empresário ganhou a honraria da prefeita Carla Machado, então no PMDB, em 2008.
Também em 2008 (a 15 dias do fim de seu mandato), Carla sancionou lei criando as novas coordenadas da área industrial.
Dois anos depois, o então governador Sérgio Cabral (PMDB) promulgou os decretos que desapropriaram terras pertencentes a pequenos agricultores para a construção do Distrito Industrial de São João da Barra.
Lá, o ex-bilionário construiu o empreendimento de US$ 2,4 bilhões — que, agora, está na mira da Operação Lava Jato.
Coisa de milhão
A comenda de Barão de São João da Barra foi criada por Dom Pedro II, em 1849.
Na cerimônia de 25 de junho de 2008, uma banda tocou “Eu quero apenas”, de Roberto Carlos — aquela que diz “Eu quero ter um milhão de amigos…”
Em tempo: Carla Machado também é baronesa.
Há quem assegure que a Operação Lava Jato voa a passos largos com destino ao berço da poetisa Narcisa Amália, onde Eike Batista ganhou quase metade do território do município por meio de desapropriações.
Enquanto isso, o que começa a fazer sucesso é a marchinha de carnaval, o “X da questão” de autoria do professor Hélio Coelho que disputou um concurso na cidade sede do porto do Açu. A letra de 2008 já era um alerta a ganância que cercava o empreendimento.









