Depois de levar uma reprimenda em sentença do TSE, magistrado que mandou prender Garotinho afirma que recebeu oferta milionária para poupar o réu
Da redação
O juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, Glaucenir Silva de Oliveira, acusou o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e o filho Wladimir Matheus de terem oferecido, por intermédio de terceiros, R$ 5 milhões a pessoas conhecidas pelo magistrado para evitar a prisão de ambos. A denúncia foi feita pelo juiz à Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro.
Na imagem acima: Foto do juiz Glaucenir Silva de Oliveira (à esq.) enviadas por internautas em grupos de Whatsapp, acompanhado por agentes da Polícia Federal
A procuradoria requereu à Polícia Federal que instaure inquérito para investigar o caso. Na acusação, o juiz afirmou que inicialmente foi feita uma proposta de R$ 1,5 milhão e depois de R$ 5 milhões em troca de decisões judiciais favoráveis aos investigados.
Garotinho foi preso na quarta-feira (16/11) pela Polícia Federal suspeito de participar de um esquema de compra de votos investigado pelo Ministério Público Eleitoral e pela Polícia Federal. Segundo as investigações, as irregularidades ocorreram por meio da concessão de um benefício social chamado Cheque Cidadão.
“Os fatos serão apurados, em caráter urgente, pelo Ministério Público e Polícia Federal, pois a situação retratada pelo magistrado é extremamente grave”, disse o procurador regional eleitoral Sidney Madruga.
Na noite dessa sexta-feira (18/11), a procuradoria também expediu ofícios em caráter de urgência ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal Regional Eleitoral para que a Promotoria em Campos tome as medidas necessárias para reprimir possíveis ilícitos criminais e eleitorais cometidos por Garotinho e pelo filho.
De acordo com Madruga, há indícios de que Garotinho tentou ainda interferir no trabalho de investigação da Polícia Federal e ameaçou um dos promotores que estão à frente do caso do Cheque Cidadão.
DEFESA DE GAROTINHO
O advogado da família de Garotinho, Fernando Augusto Fernandes, informou que a defesa irá representar contra o juiz pelo crime de denunciação caluniosa. “O relatado pelo juiz, após seus abusos de autoridade e cenas grotescas da semana, merece resposta unicamente jurídica e ele irá responder criminalmente por denunciação caluniosa”, declarou Fernandes.
Enquanto isso, por meio de grupos no Whatsapp circula vídeo (post abaixo) de reportagens de um incidente envolvendo o magistrado e uma Guarda Civil Municipal que o advertiu por dirigir sem o cinto de segurança. O caso, segundo a reportagem, descambou para ofensas e empurrões, com os dois envolvidos parando na 134ª Delegacia de Polícia para registro de um Boletim de Ocorrências.
Outra postagem disseminada no mesmo aplicativo e nas redes sociais é sobre outro episódio em uma boate em Guarapari, balneário do Espirito Santo. De acordo com reportagem de O Globo datada de 2009, o juíz teria apontado uma arma para um comerciante dentro de uma boate.
[vsw id=”-OwZ8FcFWwQ” source=”youtube” width=”750″ height=”500″ autoplay=”no”]
*Com informações da EBC








