Parlamentares querem rejeitar reforma administrativa do prefeito Dr. Aluízio, que prevê o corte de 72,5% dos cargos comissionados; movimento é o motim da velha política
O cardinalato da política velha de Macaé, no Norte Fluminense, está ensaiando uma sublevação contra o projeto de reforma administrativa que foi enviado pelo prefeito Dr. Aluízio (PMDB) à Câmara de Vereadores.
O levante é contra a redução de 72,5% no número de cargos comissionados, que sempre serviram para amparar apadrinhados de vereadores. A maior parte do legislativo promete votar contra. É a rebeldia em causa própria, porque austeridade, dependendo, dos interesses, pode soar como palavrão. Se o projeto passar, a cidade vai conviver com a redução de 32 para 16 secretarias, a redução dos atuais 2.447 cargos de DAS para 909.
Não é só isso. O projeto também propõe a extinção de autarquias municipais e secretarias. No cálculo geral, o prefeito reduz 50% dessas pastas.
A reforma administrativa atinge a espinha dorsal da política do QI (Quem Indica). Se por um lado da causa revolta na casa grande, por outro lado tem um forte apelo popular, inclusive no seio dos servidores efetivos. Espernear é um direito, só que não será fácil convencer o executivo a recuar. Informações dão conta de que o prefeito vai encarar o motim, defendendo a reforma a ferro e fogo. Macaé corre contra o tempo. A arrecadação despenca com a crise econômica, o município está no limite do teto imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal e precisa reduzir despesas com pessoal o quanto antes.








