A pandemia da covid-19 vai deixando com um de seus lotados a falência do sistema de mobilidade urbana nas cidades do Norte Fluminense e Região dos Lagos.
Em Campos, maior cidade do Norte Fluminense, com 500 mil habitantes, empresas de ônibus estão deixando de circular por incapacidade financeira, uma crise iniciada com o fim dos subsídios das tarifas em âmbito municipal, agravada pelo congelamento do preço de passagens e que tem o ápice com a pandemia.
A cidade praticamente não tem mais ônibus circulando em algumas linhas. Com isso, as vans que faziam o transporte complementar começaram a ocupar o vácuo deixado pelas empresas, só que uma decisão judicial determinou que as vans deixassem de circular nas linhas exclusivas dos ônibus.
Em Macaé, o Sistema Integrado de Transportes (SIT) também enfrenta problemas financeiros e estruturais, com ônibus quebrando e horários incertos. A Prefeitura ameaça realizar uma nova licitação nas linhas urbanas, medida que tem apoio na Câmara de Vereadores.
Procons unem força
Nas cidades da Região dos Lagos, os representantes dos Procons se reuniram nesta terça-feira (18), na subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Cabo Frio para tratar sobre o serviço do transporte público municipal e intermunicipal.
Mas o principal alvo de reclamações é a empresa Salineira, que detém o monopólio das linhas urbanas e algumas linhas intermunicipais na Região.
Participaram do encontro os representantes do Procon de seis cidades: Arraial do Cabo, Araruama, Búzios, Cabo Frio, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia.
Os representantes dos Procons definiram que irão apurar denúncias contra empresas de ônibus. As principais denúncias dos passageiros mencionam constantes atrasos. Os passageiros afirmam que chegam a esperar até uma hora e meia nos pontos.
As empresas de ônibus serão notificadas para que esclareçam as denúncias e caso sejam confirmadas, poderão ser autuadas e multadas.
A ata da reunião será encaminhada à Promotoria de Defesa dos Direitos Difusos e outras autoridades.







