Em mais um capítulo da série de reportagem sobre as investidas do piloto de fórmula Truck, André Marques, no ramo de distribuição de combustíveis, o jornal O Dia aponta uma suposta sociedade com a família Nunes, que controla a empresa Direcional Distribuidora de Petróleo no Estado do Rio.
Esta sociedade teria como objetivo a inserção dos negócios do Marques no território fluminense, objetivo recentemente alcançado por meio da liminar concedida pelo juízo da 11ª Vara de Fazenda Pública Estadual.
A reportagem destaca que a família “ostenta um longo histórico de problemas com a polícia, graças a delitos envolvendo combustíveis”.
“O patriarca da família Nunes aparece como autor de diversos crimes ambientais entre os anos de 2006 e 2015. Mas o campeão é seu filho. Em 2013 ele apareceu como autor em dois inquéritos policiais: um para apurar furto e outro sobre tentativa de roubo e receptação de combustíveis”, destaca a reportagem.
A parceria entre a família Nunes e o piloto estaria em rota de colisão com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustível (ANP), por conta de um contrato destinado ao armazenamento de combustíveis.
Armazenamento na Baixada
Pelo contrato, os tanques de armazenamento da Direcional, localizados em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, seriam utilizados pela World Truck, empresa de André Marques, mas a ANP barrou a operação, o que fez as duas empresas ingressarem com uma ação na 17ª Vara Federal Fluminense para contornar a decisão.
A decisão da ANP se deu porque a World Truck não tem autorização para locar os tanques.
Citando fontes do mercado, o Dia relata que a família Nunes estaria criando mais uma empresa no ramo de distribuição de combustíveis. Seria a Sudoeste.
“A sede da empresa deverá ser um terreno anexo ao da Direcional, que pertence a um dos maiores grupos distribuidores de GLP do país. É um dos sócios ocultos da Sudoeste será o dono de uma grande rede de postos localizada no Rio de Janeiro”, reporta o jornal atribuindo a informação a uma fonte.
“A configuração da empresa seria mais um artifício para driblar a ANP, que impede a participação de donos de postos de distribuição de combustíveis”, afirma a reportagem.








