Campos-RJ: Ao se aliar ao deputado Geraldo Pudim (PMDB), ex-prefeito Arnaldo Vianna caminha solenemente para o abismo na cidade de Campos dos Goytacazes-RJ, porque o arnaldismo não abraça o inexistente pudinismo
[embedplusvideo height=”906″ width=”1170″ editlink=”http://bit.ly/2arc1fC” standard=”http://www.youtube.com/v/9rdX8Wd88U0?fs=1&vq=hd720″ vars=”ytid=9rdX8Wd88U0&width=1170&height=906&start=&stop=&rs=w&hd=1&autoplay=1&react=1&chapters=¬es=” id=”ep6599″ /]
Os acordos para as eleições de 2016 movimentam a cidade de Campos, no Norte Fluminense. Partidos realizam convenções e os entendimentos produzem as alianças mais inusitadas.
Uma das mais controvertidas é que a poderá unir o ex-prefeito Arnaldo Vianna, atualmente filiado a PEN, um partido nanico, e o ex-deputado Geraldo Pudim, do PMDB.
Arnaldo contraria os planos do próprio filho Caio Vianna, que ele mesmo laçou pelo PDT.
Arnaldo e Pudim eram adversários. Já integraram uma mesma chapa em 2000. Venceram a eleição, mas depois cortaram relações, com Pudim fazendo os mais duros ataques contra o então desafeto.
Inelegível com base na lei da Ficha Limpa, Arnaldo Vianna ensaia, talvez, o salto mortal para encerrar sua carreira política ao lado do candidato que detém o maior índice de rejeição no processo pré-eleitoral.
É uma marcha para a insensatez. Arnaldo Vianna corre o risco acreditando ser dono de uma parcela de votos que o acompanharia até para mesmo para o abismo.
Mas a realidade expressa uma realidade bem diferente. O ex-prefeito é um político que está cansando o eleitorado. Disputou as últimas eleições sub judice afirmando que teria a situação jurídica solucionada no decorrer do processo eleitoral, mas teve os votos zerados e na sequencia adotou posições extremas, uma delas, a saída do PDT, partido com o qual mantinha uma forte identidade.
Na sua filiação ao PEN posou para fotos em redes sociais segurando uma garrafa de cachaça 51, número do seu novo partido. Político segurando uma garra de cachaça é um tipo de propaganda que não vende o produto e muito menos a imagem de que se expõem desta maneira. É algo politicamente incorreto tanto para o candidato quanto para o médico, profissão que o ex-prefeito ainda exerce.
Como se isso não bastasse, ele também se notabiliza pela postura dúbia. Ao mesmo tempo em que vai aos eventos do PDT, beija a face do filho e diz que “deixou o melhor de si na legenda”, no dia seguinte diz que o filho não tem experiência, diz que a convenção pedetista é um “estelionato eleitoral” e faz aliança com um de seus maiores adversários.
Amigos mais próximos garantem que a grande influência sobre as últimas decisões de Arnaldo Vianna vem de sua atual esposa, mas tratando-se do político que ganhou fama de tratar com certeza para falhar com segurança, é preciso, no mínimo, refletir antes de acreditar, porque no passado, a vilã eleita para catalisar os erros pela falha do ex-prefeito era sua ex-esposa Ilsan Vianna.








