O Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campos dos Goytacazes (RJ), Norte Fluminense, ainda não se pronunciou sobre a situação envolvendo dezenas de cortadores de cana da Usina Coagro, que teriam testado positivo para Covid-19.
Os trabalhadores recrutados em cidades de Minas Gerais estavam alojados em uma pousada na região da Tapera, na periferia da cidade. Segundo informações de trabalhadores, cerca de 200 cortadores de cana estavam alojados na pousada.
Inicialmente 26 deles testaram positivo para a doença e posteriormente outros 46 apresentaram sintomas.
O caso foi denunciado ao Ministério dos Diretos Humanos e encaminhado para apuração no MPT. Na última terça-feira, por meio da ouvidoria eletrônica no site do órgão, trabalhadores também formalizaram denúncia, segundo apurou reportagem da Agência Fonte Exclusiva.
Os trabalhadores temem influência política sobre a apuração do caso, já que a Coagro é uma cooperativa que está sob o comando do vice-prefeito da cidade, Frederico Paes. O receio é de que haja aparelhamento para inibir as investigações.
Caso haja comprovação de que a situação dos trabalhadores é de insalubridade, a Coagro poderá ter o benefício fiscal concedido pelo Estado contestado por meio de uma Ação Popular, que poderá ser proposta por qualquer cidadão comum, ante a inércia do MPT.
Nesta quarta-feira (14), a reportagem da Agência Fonte Exclusiva tentou contato com o MPT por telefone. Uma funcionária informou que em função da pandemia, a fiscalização do órgão está trabalhando em sistema de home office.
A funcionária pediu um telefone para contato, mas até o fechamento da reportagem, não houve retorno.
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