Diante do aumento dos casos de covid-19 no Brasil, além da lotação de UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) na rede pública e privada, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recomendou aos governos a adoção de medidas rígidas para restringir a circulação de pessoas no país.
O mesmo critério, segundo a Fundação, deve ser adotado com relação às atividades não essenciais.
A recomendação consta em nota técnica publicada na edição extraordinária do Boletim do Observatório Fiocruz Covid-19, divulgado nesta terça-feira (02).
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Os pesquisadores se baseiam no levantamento de dados sobre óbitos e taxa de ocupação de UTIs no período entre 22 de fevereiro e 1º de março. Eles concluíram que o sistema de saúde contabiliza um crescimento rápido no índice de ocupação, assim como de mortes em decorrência da Covid-19.
VÍDEO:
Fonte: Portal VIU!/Youtube: Diante da descrença coletiva ante as mortes provocadas pela covid-19, prefeito de Cascavel (PR), Leonardo Paranhos (PSC), grava vídeo em UTIs lotadas mostrando pacientes em estado grave.
“É o pior cenário em relação às taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos em vários estados e capitais, que concentram a maior parte dos recursos de saúde e as maiores pressões populacionais e sanitárias que envolvem suas regiões metropolitanas”, destaca um trecho do boletim.
ESTADOS COM MAIOR LOTAÇÃO DE UTIs
Santa Catarina – 99%
Rondônia – 97%
Ceará – 93%
Acre – 92%
Amazonas – 92%
Paraná – 92%
Rio Grande do Norte – 91%
Distrito Federal – 91%
CRISE SANITÁRIA E SOCIAL
A nota técnica também pontua que a pandemia combina uma crise sanitária e social simultaneamente, exigindo medidas de reforço do sistema de saúde na área de vigilância e atenção ao atendimento primário”.
Outro ponto é a orientação para que as autoridades adotem ações para “mitigar os impactos sociais da pandemia, principalmente para os mais vulneráveis”.
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