A prisão do Pastor Everaldo Dias, o todo poderoso do PSC, e o afastamento do governador do Rio Wilson Witzel, da mesma legenda, ameaça implodir candidaturas do partido em algumas cidades do Norte Fluminense.
No município de Quissamã (RJ), por exemplo, o governo Witzel e Everaldo Dias eram os grandes aliados do ex-prefeito Armando Carneiro (PSC), que disputará a eleição contra a atual prefeita Fátima Pacheco (DEM).
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A vereadora Alexandra Moreira (PSC), esposa de Armando, sempre ativa nas redes sociais quando o assunto é criticar a administração da atual prefeita, até o momento não publicou nota de solidariedade aos colegas de partido neste momento de infortúnio.
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Não apenas em Quissamã, mas em todas as cidades Witzel e Everaldo se tornaram aliados indesejados. Se antes a visita e a foto ao lado dos próceres do PSC eram obrigatórias, agora com o afastamento os candidatos querem distância para evitar desgaste.
Se por um lado os aliados de Quissamã estão discretos, por outro lado não fizeram a faxina nas redes sociais. No Instagram Alexandra ele tem fotos no Instagram ao lado do ex-secretário de Saúde do Estado, Edmar Santos, delator cujo depoimento fundamentou os pedidos de afastamento de Witzel e a prisão do Pastor Everaldo.
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Em Campos dos Goytacazes (RJ), o partido tem no comando o presidente da Federação dos CDLs no estado do Rio de Janeiro, Marcelo Mérida, que chegou a colocar o seu nome na disputa para concorrer à Prefeitura, mas antes do furacão que passou pelo Palácio Guanabara declinou e o partido tende apoiar o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD).
Na próxima quarta-feira (02), o plenário do STJ se reúne para confirmar ou não a decisão monocrática do ministro Benedito Gonçalves, que afastou temporariamente Witzel. A decisão do STJ de afastar Witzel por 180 dias, é mais um desdobramento da Operação Placebo, que trata de irregularidades em contratos fechados pelo estado para compra de respiradores e medicamentos destinados ao combate à Covid-19.
A Corte reunirá os 15 ministros mais antigos do órgão, que tem competência para julgar, entre outros, governadores, desembargadores e procuradores da República.








