A Polícia de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, já desvendou a morte do adolescente e da mulher que foram degolados.
Nos dois casos, segundo a Polícia, as vítimas eram inocentes e os crimes foram cometidos por traficantes de uma facção criminosa que atua na cidade. Uma operação das polícias Militar e Civil prendeu os seis suspeitos dos homicídios. Eles também responderão por ocultação de cadáver, e ainda são investigados por outros crimes em bairros no subdistrito de Guarus.
Segundo o delegado titular da 146ª Delegacia Legal de Guarus, os homicídios foram cometidos por traficantes da facção Amigo dos Amigos (ADA), mas as vítimas não tinham relação entre si.
ENTENDA OS DOIS CASOS
O corpo de uma mulher não identificada foi encontrado em uma mata no dia 7 de agosto, às margens da BR-101, no distrito de Travessão. Ela estava de camisola, e sua cabeça estava ao lado, enrolada em fita adesiva.
Dois dias depois, a cabeça do adolescente Guilherme Gomes Bravo, de 17 anos foi jogada no meio de uma rua no Parque Presidente Vargas, em Guarus. O corpo foi encontrado na semana passada, em uma estrada que liga o bairro Jardim Aeroporto e Brejo Grande, na zona rural.
“A mulher teria sido morta por suspeita de ser informante da polícia. O que, durante a investigação, se revelou fruto de paranóia dos traficantes”, comentou Braga.
“Já o adolescente teria sido morto simplesmente por se tratar de um morador de um bairro onde estaria estabelecida uma facção rival”, disse Braga, que reafirmou que o rapaz não tinha antecedentes criminais.
A ADA controla o tráfico de drogas nas favelas da Chatuba, Sapo 1 e Sapo 3, em Guarus.
Na operação deflagrada para prender os acusados, um homem foi preso em flagrante durante a incursão das polícias por diversos bairros e comunidades da região. Em alguns deles, os agentes foram recebidos com tiros. Foram apreendidas uma pistola calibre 380 e uma moto Honda Fan vermelha, que teria sido utilizada pelo homem que jogou a cabeça de Guilherme em via pública, no Parque Presidente Vargas.








