Em função da pandemia do novo coronavírus, os alunos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), estão sem aulas e os professores impossibilitados de adotar o ensino remoto. Existem barreiras técnicas e estruturais para a adoção de tecnologia de aulas online.
A Universidade que é considerada pelos especialistas uma das melhores do país, nem sinal de internet banda larga tem e a maior parte dos alunos não dispõe de computador doméstico. Só acessa internet por meio de celular.
O tema divide a comunidade acadêmica. A reitoria tenta forçar a adoção do ensino remoto enquanto os professores apontam as deficiências.
Em postagem no seu blog, o professor Marcos Pedlowski, relatou o caso explicando que os professores da Uenf são os únicos servidores, que trabalham por dedicação exclusiva. Este regime impede atividades extras, sob pena de demissão.
Por meio de uma postagem em seu blog, o professor Pedlowiski destaca que o corpo docente da instituição “amarga mais de 5 anos de salários congelados, além de não receber nesse período os direitos garantidos pelo Plano de Cargos de Vencimentos (PCV), especificamente no tocante aos enquadramentos e progressões em função de mérito e tempo de serviço”.
Outra observação relatada por Pedlowski, é a precariedade da infraestrutura. A universidade possui uma rede de internet que mal comporta o envio e recebimento de e-mails, que dirá o tráfego intenso que a oferta de disciplinas via remota irá demandar.
“Desta forma, o que está implícito em uma eventual oferta dessa modalidade de educação remota é que os custos adicionais que isso demandará deverão sair dos bolsos dos docentes, os mesmos que estão com salários congelados e sem o pagamento de direitos garantidos pelo PCV da Uenf ”, pontuou.
Um fato importante é que nem todos estudantes, tanto da graduação quanto de pós-graduação, têm acesso ao um computador conectado com a internet.
“Tal dado indica que haverá um número significativo de estudantes que simplesmente não terão como acessar a educação remota que será oferecida no lugar do ensino presencial no qual esses mesmos estudantes estão matriculados, mas temporariamente impedidos de frequentar por causa da pandemia da COVID-19”, finalizou.








