O álcool é um ingrediente importante na limpeza e desinfecção de ambientes para evitar a proliferação do novo coronavírus, mas é preciso ter cuidado, porque não é todo tipo de álcool que pode ser utilizado nesta tarefa.
A Agência Nacional de Combustíveis e Biocombustíveis (ANP), adverte que o etanol hidratado combustível, por exemplo, é um produto inadequado para esse tipo de procedimento.
Os produtos destinados para uso humano, ou em ambiente domiciliar, são os regularizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo legislação própria, pois possuem os níveis específicos de exigência no processo de fabricação, de acordo com sua utilização.
Por meio da Resolução 19/2015, a ANP estabelece que as especificações do etanol, anidro e hidratado, é para ser utilizado para fins combustíveis, em especial em veículos automotores.
Este produto é comercializado diretamente nos postos de gasolina, como etanol hidratado, para abastecer veículos, (com pureza – teor alcoólico – de 92,5% em massa) ou como etanol anidro adicionado à gasolina (com pureza mínima de 99,3% em massa).
Já o produto para limpeza e desinfecção requerem etanol com características específicas, distintas das presentes no etanol combustível automotivo. Neste caso, o que se utiliza é o álcool 70, a partir da mistura com gel.
Também é importante observar que, além da característica de pureza, no etanol há risco de contaminação durante a produção, transporte e armazenamento, ainda que em pequena escala, com produtos tóxicos, tais como metanol, gasolina e diesel.
Além disso, na composição do etanol combustível automotivo, devido à matéria-prima e ao processo produtivo empregados, pode haver outros tipos de álcool, bem como sais orgânicos à base de enxofre, ferro, sódio e potássio, cuja ingestão ou contato com a pele e mucosas são prejudiciais à saúde.








