A rede pública de saúde Macaé (RJ) já está com 55% dos leitos de UTIs ocupados nesta terça-feira (19), segundo informa a Prefeitura. O avanço da pandemia do novo coronavírus preocupa as autoridades locais, porque o número de pessoas infectadas aumenta mesmo diante da suspensão das atividades laborais e imposição do isolamento social.
Outras medidas mais rígidas já estão previstas no protocolo local. Uma delas foi a prorrogação do isolamento até o dia 1º de junho, já estabelecido por decreto. Outra medida que está prevista é o lockdown.
Em coletivas de imprensa nesta segunda-feira (18), o prefeito Dr. Aluízio destacou que o lockdown deverá ser adotado quando a ocupação das UTIs atingirem uma linha vermelha, que será um nível de ocupação entre 60% e 70% dos leitos nessas unidades.
“Até sexta-feira eram 11 doentes internados (em leitos de UTI na rede pública), hoje são 18, um aumento preocupante. Tomamos as definições da pandemia a cada dia, se chegarmos a 60%, a 70% dos leitos ocupados em terapia intensiva teremos que ser mais drásticos e fazer um freio de arrumação”, destacou o prefeito.
Outra mudança que já está em curso é quanto a identificação dos pacientes com sintomas. Até recentemente a secretaria de Saúde recomendava que o paciente com sintomas de febre e cansaço ficasse em casa. Agora a recomendação é para que os pacientes nesses casos procurem o Centro de Triagem do Coronavírus, no Centro de Saúde Dr. Jorge Caldas.
“A gente precisa encontrar o paciente no máximo no quinto dia de doença, um paciente com cinco dias de febre, cinco dias de cansaço. Essa pessoa tem que ir ao Centro do Coronavírus porque se ela só for no sétimo dia, vai chegar mal. Se você está três dias com febre, precisa procurar ajuda”, disse o prefeito.
No Norte Fluminense, o lockdown já está vigorando em Campos (RJ) e São João da Barra. Na Região dos Lagos, Armação de Búzios também adotou a medida.








