RT – O presidente Jair Bolsonaro foi denunciado junto a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, por suas ações contra a pandemia do coronavírus, segundo informa a Folha de S. Paulo.
Os autores da denúncia são três ex-ministros da Saúde, Alexandre Padilha, que chefiou o Ministério da Saúde de 2011 a 2014, Arthur Chioro (2014-2015) e Humberto Costa (2003-2005).
Em atitude inédita eu e os ex-ministros @senadorhumberto e Chioro recorremos a ONU @UN e a OMS @WHO p/observarem a atitude genocida de Bolsonaro diante da COVID19 https://t.co/4E4HsMMnQU
— Alexandre Padilha (@padilhando) April 25, 2020
Eles acusam Bolsonaro de “violar o direito humano à saúde e à vida e de possível genocídio”, por não cumprir as recomendações das autoridades de saúde do país e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no contexto de enfrentamento da pandemia de coronavírus, que já matou mais de 203.000 pessoas em todo o mundo.
Um dos episódios mais recentes, comprovando que Bolsonaro ignorou a pandemia, foi gravado em 19 de abril, quando o presidente sem luvas, sem máscara e tossindo algumas vezes, participou de uma manifestação pedindo intervenção militar e o fechamento do Congresso.
Ignorando as recomendações da OMS, dezenas de apoiadores se reuniram para ouvir o discurso de Bolsonaro por ocasião do Dia do Exército.
O presidente Jair Bolsonaro já descreveu a covid-19 como um “resfriado” e recentemente e recentemente demitiu o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, devido a divergências quanto ao tratamento da crise do coronavírus. Recentemente, também ocorreram protestos maciços de apoiadores do presidente contra o isolamento social no país.
Segundo dados do Ministério da Saúde, em 25 de abril o Brasil registrou 346 novas mortes por covid-19, elevando o número total para 4.016, enquanto os casos já ultrapassam 58.000.








