O Twitter vai adotar iniciativas para coibir a disseminação de conteúdo manipulado, incluindo a falsificação de vídeos, prática conhecida como “deepfake”.
A medida é parte de uma campanha visando o combate à desinformação, que tem contribuído para incitar a violência ou provocar danos à reputação, principalmente de figuras públicas.
Recentemente o Facebook também anunciou que vai remover vídeos como “deepfake”.
A iniciativa do Twitter foi anunciada após receber sugestões no ano passado sobre formas de reduzir “mídia sintética e manipulada”, que são disseminadas para causar danos às pessoas durante campanhas eleitorais, provocar violências ou agressões físicas.
A nova política da plataforma consiste em um misto de “rótulos” de alerta para postagens que incluam imagens ou vídeos manipulados, além da remoção das postagens.
A nova política do Twitter foi anunciada diante da preocupação crescente com uso da inteligência artificial para alterar vídeos e fotos, uma prática conhecida como “deepfake”, visando enganar usuários de mídias sociais.
A partir de março, segundo a empresa, esses vídeos serão rotulados e retirados do ar.
As empresas também estão atentas aos links de sites e blogs que compartilham conteúdos com informações manipuladas nas redes sociais. Em Macaé (RJ), o secretário de Educação do Municípios e pré-candidatura à Prefeitura, Guto Garcia, denunciou dois blogs que nas últimas semanas, segundo ele, publicaram e compartilharam 37 matérias envolvendo o seu nome. Todas estariam com conteúdo falso.
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O secretário anunciou que o caso será denunciado ao Ministério Público. Na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), a Polícia Federal abriu três inquéritos desde a eleição de 2016 para apurar a disseminação de fake news.
Desde aquela eleição, na cidade surgiram vários sites e plataformas digitais dedicadas a disseminar conteúdos ofensivos contra políticos locais.








