Libertado em audiência de custódia nesta quinta-feira (17), o vereador de São João da Barra (RJ), Gersinho Crispim, terá que ficar afastado da Câmara de Vereadores pelo prazo de 180 dias. Até lá assume o suplente Alan de Grussaí.
Gersinho foi preso em flagrante na quarta-feira (16), depois de receber R$ 3.500 de um assessor no suposto esquema de rachadinha, aquele expediente em que parlamentares se apossam de parte do salário dos colaboradores nomeados em cargos de comissão. Isso, segundo o MP, caracteriza peculato.
O parlamentar caiu por conta da delação de um assessor parlamentar, que procurou o Ministério Público no Rio de Janeiro para detalhar o esquema. O processo está em sigilo do Tribunal de Justiça. Nem o próprio réu teve acesso ao conteúdo, por isso manteve-se calado quando foi preso.
Um dado revelador na audiência desta quinta-feira (17), foi a declaração da promotora Ludimila Bissonho. Ela disse com todas as letras que as investigações continuam, o que pode ser interpretado que outros colegas de Crispim estão no radar.
Trocando em miúdos, a promotora sinalizou o que diria o ferino e saudoso jornalista David Nasser: “falta alguém em Nuremberg”.
Em tempo: Narcisa Amália foi uma poeta sanjoanense, só que em sua terra natal, o parlamento, pelo andar da carruagem, não inspira versos. Dá medo. O temor é tanto, que tem vereador treinando rapel ao primeiro barulho de uma sirene.








