Entrevistado pelo jornal Folha de São Paulo e El País, após o STF derrubar a censura imposta no ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil é governado por um “bando de maluco”.
Disse que dorme com a consciência tranquila, mas destacou que o mesmo não acontece com o ex-juiz e agora ministro da Justiça Sérgio Moro e o promotor Deltan Dallagnol, os dois maiores carrascos em seu processo de condenação no âmbito da operação Lava Jato.
Em duas horas e dez minutos de entrevista, o ex-presidente chorou ao falar da morte do neto Arthur, de 7 anos, vítima de uma bactéria: “Eu às vezes penso que seria tão mais fácil se tivesse morrido. Já vivi 73 anos. Eu poderia morrer e deixar meu neto viver”.
Com o nome indicado para concorrer ao prêmio Nobel da Paz, o ex-presidente que está condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro foi questionado sobre a possibilidade de passar o resto da vida na prisão.
“Não tem problema. Eu tenho certeza de que durmo todo dia com a minha consciência tranquila. Eu tenho certeza de que o promotor Dallagnol não dorme, que Moro não dorme”, disse.
Lula denunciou que sua condenação é uma farsa montada pela turma da Lava Jato com o departamento de justiça dos EUA.
“Fico preso cem anos. Mas não troco minha dignidade pela minha liberdade”. (Lula)
O ex-presidente sapateou sobre as “agressões” de Moro à língua portuguesa: “Sempre riram de mim porque eu falava menas. Agora, o Moro falar conje é uma vergonha”.








