Nosso Município (Campos dos Goytacazes RJ) possui duas importantes datas, que nos remetem a acontecimentos muito significativos e de relevo para seu crescimento e desenvolvimento, que marcam nossa história. Uma, delas teria caído completamente no esquecimento, no Memorial coletivo, não fosse ser lembrada, ao batizarem uma escola, com a data “29 de maio”.
Geralmente são os nomes próprios os emprestados para dar nomes a escolas, principalmente, ruas, logradouros públicos, pontes, como a Ponte Governador Brizola, justa homenagem a quem tanto fez por esse Brasil e Estado do Rio de Janeiro.
Estudar ou ser professor do Centro Educacional “29 de Maio” era uma honraria. Única escola Municipal que oferecia o ensino médio que hoje, já passados quase 20 anos, o ensino médio não é mais oferecido. Não deixa de ser significativa a homenagem! Mais que uma homenagem, um resgate histórico.
Fazer circular essa data, no cotidiano de estudantes e comunidade, é tentar, de fato, fixá-la definitivamente na memória coletiva de nossa comunidade, mesmo que seus estudantes, professores e comunidade não a identifiquem dentro de um contexto histórico bem definido para avaliarem conscientemente sua importância. Essa iniciativa deve-se ao ex-prefeito Rockefeller de Lima que construiu a escola em seu governo.
A outra data é o “28 de março”, lembrada com nome de Avenida, ensinada nas escolas, motivo de desfile cívico, promovido pela Prefeitura. Essa data não pode ser esquecida, por seu intenso e extenso apelo de popularidade, que goza entre os munícipes: 28 de Março de 1835 (há 183 anos), considerada a data do aniversário de nosso Município!
Uma data que só existe em função de um “pré-requisito” de urbanidade (Porque a Vila tornara-se cidade, em 28 de março. Mas antes, a data 29 de maio de 1677, data da criação da Vila de São Salvador dos Campos, ( há quase 4 séculos) não deverá ser desprezada, esquecida.
ENTENDA A COLONIZAÇÃO
A partir de 1627 dá-se início à colonização de origem portuguesa, com o governador Martim Correia de Sá, em reconhecimento devido ao seu heroísmo nas lutas contra os índios goitacás. Fez doações de algumas porções de terra da Capitania aos Sete Capitães, que, em 1633, construíram currais para o gado, próximos da Lagoa Feia e da ponta de São Tomé.
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Fonte: Youtube – TV Câmara
Campos e sua região eram originalmente habitadas pelos índios goitacás. Após o fracasso da capitania de São Tomé, a grande baixada foi atacada pela tribo goitacá. Durante o século XVII, diversas tentativas de ocupação da planície foram feitas, entretanto, todos que entravam em confronto com os índios eram dizimados. Somente com a chegada dos jesuítas e beneditinos na região, e da pacificação dos índios, é que as terras passaram a ser conhecidas pelos colonizadores e senhores de engenhos. Vai começar uma história de desenvolvimento sócio-econômico, político, cultural e religioso.
No ano de 1833, foi criada a Comarca de Campos e, em 28 de março de 1835, a Vila de São Salvador é elevada à categoria de cidade, com o nome de Campos dos Goytacazes. A pecuária e o cultivo da cana-de-açúcar se estenderam pela planície, entre o Rio Paraíba do Sul e a Lagoa Feia. Em 1875, a cidade tinha 245 engenhos de açúcar, com 3 610 fazendeiros estabelecidos na região. A primeira usina foi construída em 1879, com o nome de Usina Central do Limão, pertencente ao doutor João José Nunes de Carvalho. Devido à sua importância, Campos recebeu a visita de D. Pedro II quatro vezes.
Os novos colonizadores pretendiam desenvolver a pecuária na região, com o objetivo de aproveitar o gado no trabalhos dos engenhos. Na enseada da Guanabara, não havia áreas para criação de gado, pois estava ocupada com a cana-de-açúcar.
Foi a partir de então que começou verdadeiramente a ocupação lusitana da cidade de Campos. Os Capitães, proprietários de engenhos no Rio de Janeiro e Cabo Frio, arrendaram quinhões de suas sesmarias, tendo contribuído assim para o crescimento da população. A criação do gado se multiplicou de forma assombrosa, tal como a diversificação de atividades.
CHEGADA DA LUZ ELÉTRICA
A crença divulgada em Campos afirma ter sido a primeira cidade da América Latina a ter luz elétrica. Há historiadores que contestam essa crença, afirmando que a luz elétrica fora instalada em um de seus latifúndios, a atual Quissamã, local que pertencia Campos, por volta de 1833.
Sua população é de aproximadamente 500.186 habitantes, é o Município mais populoso do interior do estado e com a maior extensão territorial do estado, ocupando uma área de 4.026,696 quilômetros quadrados. Localizam-se, no Município, importantes universidades públicas e privadas, do estado do Rio de Janeiro. Segundo o IBGE, Campos dos Goytacazes tinha em 2013, o sétimo maior PIB do Brasil, sendo a cidade, com o maior PIB nacional naquele ano.








