Apenas dois acertaram o ex-prefeito de São Fidélis, no Norte Fluminense, que está internado em Itaperuna. Ele está fora de perigo, mas deve passar um por uma cirurgia |
Foram 19 a quantidade de tiros disparados para matar o ex-prefeito de São Fidélis, Davi Loureiro (PR), na tarde de sexta-feira (14/11). Pequeno município do Norte Fluminense que já teve dois vereadores assassinados, São Fidélis é uma cidade em que as disputas políticas costumam se decidir nas urnas e muitas vezes se resolver, posteriormente, numa tocaia.
Davi Loureiro estava à caminho de Miracema, no Noroeste Fluminense. A rota o conduziria a Santo Antônio de Pádua. Seu carro, um Gol, foi interceptado por motoqueiros que realizaram os disparos. Dos dezenove tiros, dois atingiram o ex-prefeito: um perfurou o pescoço e o segundo atingiu o ombro. A polícia está investigando o caso.
Ainda é cedo para apontar suspeitos, mas as linhas de investigações são diversas. Para o ex-governador Anthony Garotinho, aliado de Loureiro, nenhuma hipótese pode ser ignorada.
“Davi denunciou uma máfia especializada em falsificação de carteiras de documentos, lidera as pesquisas de intenção de votos para a disputa de 2016 com mais de 50% das intenções de votos e ultimamente está empenhando no processo de expulsão e cassação do mandato do deputado de Itaperuna, Jair Bittencourt (PR) por infidelidade partidária. Nenhuma hipótese deve ser desprezada. De uma coisa, no entanto, temos convicção: não foi assalto, porque os executores não tentaram roubar nada. Foram para matar. É um crime que tem motivação política”, disse Garotinho durante entrevista ao programa Fim de Tarde, que foi ao ar na rádio Diário FM, na última sexta-feira (14/11), horas depois do crime.
Loureiro inicialmente foi levado para o Hospital de Miracema. Na noite do mesmo dia foi transferido para o Hospital São José do Avaí, na cidade de Itaperuna, onde até este sábado (15/11), permanecia UTI. Segundo informações o paciente está fora de perigo, permanece na unidade de terapia intensiva por conta da pressão arterial elevada. Nesta segunda-feira (16/11) deverá passar por uma cirurgia.
Em algumas cidades do Estado do Rio de Janeiro, política é atividade de risco. Segundo levantamento recente do Jornal O DIA, nos últimos 10 anos, nada menos do que 20 políticos foram assassinados no Estado. O último deles foi o ex-prefeito de Macuco, na Região serrana, Rogério Bianchini (foto acima), de 62 anos. Ele foi executado no dia 30 de março, com cinco tiros na frente da esposa e do filho de 7 anos, na porta de casa, no bairro Maravilha.
Os matadores fugiram em um Honda Civic prata. A Polícia já prendeu os principais suspeitos, o vereador Douglas Borges, do PSC, o PM Davi Carlos Medeiros e Daniel Aleixo Guimarães. As investigações apontam para motivação política. Bianchini era pré-candidato a sucessão em 2016.








