Dois homens bombas que morreram em Paris tinham nacionalidade francesa e obedeciam ordens do Estado Islâmico |
Da Agência Brasil e Reuters |
A Procuradoria Federal da Bélgica confirmou hoje que dois dos autores dos atentados de Paris eram cidadãos franceses que residiam em Bruxelas e que dois automóveis utilizados nos ataques foram alugados na Bélgica.
A Procuradoria informou ainda que os dois homens morreram no local dos ataques. Segundo o comunicado, “dois automóveis com matrícula belga”, encontrados pela polícia francesa em Paris, foram alugados “no início da semana na região de Bruxelas”.
De acordo com a Procuradoria, a operação policial iniciada no sábado (14/11), no bairro de Molenbeek, em Bruxelas, levou à detenção de sete pessoas, cujo envolvimento nos ataques de Paris está sendo investigado.
Os atentados de sexta-feira à noite em Paris, reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, deixaram 129 mortos e 352 feridos.
Os ataques foram executados por, pelo menos, sete terroristas, encontrados mortos nos locais, e tinham como alvo um estádio de futebol, uma sala de concertos e quatro cafés e restaurantes do centro de Paris.
Ataque planejado em Istambul
As autoridades turcas suspeitam que um notável jihadista britânico detido na Turquia, na última semana, pode ter planejado ataques em Istambul semelhantes àqueles que ocorreram em Paris, disseram duas fontes da área de segurança à Reuters neste domingo.
O homem que acreditam ser Aine Lesley Davis, parceiro do militante do Estado Islâmico de apelido “Jihadi John”, foi detido em Istambul na última semana, de acordo com funcionários do alto escalão do governo turco.
Davis foi preso em meio a um grupo que pode ter planejado um ataque em Istambul paralelo ao atentado com armas e bombas na capital francesa, que deixou pelo menos 129 pessoas mortas, revelou outra fonte neste domingo.
“Davis é uma pessoa com responsabilidades importantes dentro do Estado Islâmico e ele não foi pego sozinho. Estava com um grupo”, disse a fonte.
“Agora mesmo nós estamos investigando se eles estavam planejando um ataque em Istambul similar ao de Paris. Nós suspeitamos que poderia ter ocorrido um atentado paralelo a Paris, no mesmo dia.”








