Liminar atende solicitação da Advocacia-Geral da União e tenta impedir paralisação de refinarias a partir desta quarta-feira (30), mas movimento dos petroleiros está mantido;
A ministra Maria de Assis Calsing, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), concedeu liminar na noite desta terça-feira (29) para impedir o início da greve dos petroleiros que trabalham em refinarias da Petrobras, prevista para começar nesta quarta-feira (30).
A liminar foi concedida a pedido de Advocacia-Geral da União (AGU). Para a advocacia, a greve dos trabalhadores, em meio ao quadro de desabastecimento provocado pela paralisação de caminhoneiros, trará prejuízos gravíssimos à sociedade, tendo em vista o potencial para prejudicar o abastecimento do mercado interno de gás natural, petróleo e seus derivados.
Contudo, por meio das redes sociais, os sindicatos dos petroleiros mantiveram a mobilização da categoria. CONFIRA VÍDEO:
https://www.facebook.com/PortalViu/videos/1888582467833016/
Ao analisar o caso, a ministra entendeu que a greve seria abusiva e “realizada para incomodar”. Pela decisão, os sindicatos dos grevistas deverão pagar multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e também estão impedidos de travar o trânsito de mercadorias e pessoas nas refinarias.
“É potencialmente grave o dano que eventual greve da categoria dos petroleiros irá causar à população brasileira, por resultar na continuidade dos efeitos danosos causados com a paralisação dos caminhoneiros. Beira o oportunismo a greve anunciada, cuja deflagração não se reveste de proporcionalidade do que poderia, em tese, ser alcançado com a pauta perseguida e o sacrifício da sociedade para a consecução dos propósitos levantados”, decidiu a ministra.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) convocou a paralisação reivindicando redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis. Também há críticas à gestão de Pedro Parente na Petrobras e o pedido para que ele deixe o cargo.
*Agência VIU! com EBC








