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Crise do Banco Ueno derruba Santiago Peña da Presidência do Paraguai

Senado aprovou impeachment com 44 votos nesta sexta-feira (6). Vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o governo e concluir o mandato até agosto de 2028.

redacao Por redacao
06/11/2026 - 19:44
em Política
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Santiago Peña é destituído da Presidência do Paraguai após crise do Banco Ueno. Senado aprova impeachment por 44 votos e Pedro Alliana deverá assumir.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

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Milhões de contas bancárias afetadas, manifestações nas ruas e suspeitas de uso irregular de recursos públicos transformaram uma crise financeira em uma mudança histórica no governo paraguaio.

Nesta sexta-feira (6), Santiago Peña perdeu a Presidência depois que o Senado aprovou sua destituição em um julgamento político relacionado ao colapso do Banco Ueno.

A decisão recebeu o apoio dos 44 senadores presentes. O afastamento encerra um processo iniciado na Câmara dos Deputados e abre caminho para a posse do vice-presidente Pedro Alliana.

Peña é acusado de mau desempenho de suas funções e de possíveis conflitos de interesse envolvendo a instituição financeira. Ele nega qualquer participação em irregularidades.

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A votação que determinou a saída de Santiago Peña ocorreu após uma sessão marcada por divergências sobre os procedimentos adotados durante o julgamento.

Todos os 44 senadores participantes votaram pela destituição. Apenas um integrante da Casa não participou da decisão.

O processo havia sido encaminhado pela Câmara dos Deputados, responsável pela apresentação das acusações.

Antes do julgamento, Peña tentou deixar a Presidência por meio de uma renúncia. A iniciativa, porém, não foi formalmente aceita porque a sessão do Congresso convocada para analisar o pedido não reuniu o quórum necessário.

Com isso, o julgamento político teve continuidade até a votação definitiva no Senado.

Defesa pediu mais prazo para analisar acusações

Durante o processo, Santiago Peña solicitou 72 horas adicionais para preparar sua defesa.

O então presidente alegou que havia recebido uma grande quantidade de documentos e precisava de mais tempo para examinar as acusações com seus advogados. A solicitação foi rejeitada por 39 votos contrários e três favoráveis.

Peña não compareceu pessoalmente no horário previsto para sua manifestação. Seus representantes jurídicos chegaram posteriormente e questionaram a condução do procedimento.

A defesa sustentou que o prazo concedido era insuficiente e levantou dúvidas sobre o respeito às garantias processuais. Apesar dos questionamentos, os senadores decidiram prosseguir com o julgamento.

Intervenção no Banco Ueno provocou crise financeira

O processo político ganhou força depois que o Banco Central do Paraguai interveio no Banco Ueno, instituição que havia registrado rápida expansão no mercado financeiro nacional.

A medida ocorreu após a identificação de problemas de solvência e outras irregularidades sob investigação.

A interrupção de serviços bancários deixou aproximadamente três milhões de clientes com dificuldades para acessar depósitos, realizar pagamentos e movimentar suas contas.

O episódio provocou manifestações em Assunção e aumentou a pressão sobre as autoridades responsáveis pela fiscalização financeira. A situação também despertou preocupação com os recursos públicos e previdenciários mantidos na instituição.

Relações com o banco estão entre os pontos investigados

As acusações apresentadas contra Santiago Peña envolvem possíveis conflitos de interesse, interferência na fiscalização bancária e decisões relacionadas à aplicação de recursos públicos.

O ex-presidente manteve anteriormente participação em uma empresa vinculada ao grupo controlador do Banco Ueno, relação que passou a ser questionada durante a crise.

Parlamentares também apontaram suspeitas sobre a destinação de recursos de fundos públicos e previdenciários à instituição.

Peña rejeita as acusações.

As investigações criminais seguem separadamente do julgamento político e deverão determinar se houve prática de crimes e eventual responsabilidade dos envolvidos.

Destituição impede acesso ao Senado vitalício

A forma como Santiago Peña deixou a Presidência também produz consequências constitucionais.

A legislação paraguaia prevê a condição de senador vitalício para ex-presidentes eleitos democraticamente, mas exclui aqueles destituídos por julgamento político.

Com a aprovação do impeachment, Peña não poderá assumir automaticamente essa posição honorífica e as prerrogativas parlamentares associadas a ela.

O afastamento, entretanto, não representa condenação criminal. Eventuais responsabilidades penais dependerão das investigações e de decisões da Justiça.

Pedro Alliana deverá governar até 2028

Com a saída de Santiago Peña, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o comando do Paraguai.

Integrante do Partido Colorado, mesma legenda do ex-presidente, Alliana deverá concluir o mandato previsto até 15 de agosto de 2028. A sucessão não exige a realização imediata de uma nova eleição presidencial.

A vacância da Vice-Presidência deverá ser resolvida pelo Congresso Nacional, conforme as disposições constitucionais do país.

Novo governo assume em meio à instabilidade

A mudança na Presidência ocorre enquanto o Paraguai enfrenta os efeitos da intervenção no Banco Ueno e as consequências políticas das denúncias.

Entre as prioridades estão a proteção dos recursos dos correntistas, a recuperação da confiança no sistema bancário e o acompanhamento das investigações sobre a aplicação de dinheiro público.

O episódio também expôs divergências dentro do Partido Colorado, que continuará à frente do Executivo com a chegada de Pedro Alliana.

Embora o impeachment tenha encerrado o mandato de Santiago Peña, as investigações financeiras e criminais poderão provocar novos desdobramentos nos próximos meses.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #BancoUeno#CriseBancária#CrisePolitica#NotíciasInternacionais#Paraguai#PedroAlliana#PolíticaInternacional#SantiagoPeña#SenadoParaguaioImpeachment
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