Mesmo quando um medicamento é utilizado corretamente, podem surgir reações inesperadas que precisam ser investigadas. Para ampliar a identificação desses possíveis riscos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) participa da MedSafetyWeek 2026, mobilização internacional que acontece entre os dias 2 e 8 de novembro e incentiva a notificação de efeitos adversos.
Com o lema “Efeitos adversos: não ignore. Notifique”, a campanha busca conscientizar pacientes e profissionais de saúde sobre a importância de comunicar qualquer suspeita de reação indesejada. Não é necessário comprovar que o medicamento provocou o problema: o relato já pode fornecer informações relevantes para o monitoramento da segurança dos tratamentos.
Notificações contribuem para a segurança dos medicamentos
Os medicamentos desempenham papel fundamental na prevenção e no tratamento de doenças, mas também podem provocar efeitos não esperados. Algumas reações aparecem pouco tempo depois do início do uso, enquanto outras se desenvolvem gradualmente ou surgem após períodos mais longos de tratamento.
O registro dessas ocorrências permite que as autoridades sanitárias acompanhem o comportamento dos produtos e identifiquem sinais de possíveis riscos. A partir da análise das notificações, podem ser reconhecidos problemas ainda não detectados e adotadas medidas para proteger os pacientes.
A participação da população é considerada essencial nesse processo. Pacientes, médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais de saúde podem relatar suspeitas de reações adversas.
A Anvisa destaca que não é preciso ter certeza sobre a relação entre o medicamento e o efeito apresentado para realizar uma notificação. A investigação das informações recebidas é justamente uma das etapas da farmacovigilância, área dedicada à identificação, avaliação e prevenção de problemas relacionados ao uso de medicamentos.
MedSafetyWeek reúne organizações de mais de 120 países
A mobilização de 2026 terá a maior participação desde a criação da campanha. Ao todo, mais de 130 organizações de mais de 120 países devem participar, com a divulgação de conteúdos em mais de 60 idiomas.
A iniciativa pretende aproximar a população dos sistemas de farmacovigilância e mostrar como a comunicação de possíveis efeitos adversos contribui para decisões das autoridades sanitárias.
Ao incentivar os relatos, a campanha reforça que a segurança dos medicamentos depende também da colaboração de quem utiliza os produtos e dos profissionais que acompanham os tratamentos.
*Da Agência Fonte Exclusiva








