A cidade de Macaé, no Norte Fluminense, terá a segunda maior extensão de ciclovias no Estado do Rio de Janeiro. Serão 65 km, só perdendo em extensão para a cidade do Rio. O plano de ciclomobilidade da cidade, que é um tópico do plano de mobilidade urbana, foi aprovado em Audiência Pública na última quarta-feira (14/05).
De acordo com o vereador Luciano Diniz (PT), que presidiu a Audiência, serão construídas 14 rotas para trafego de bicicletas, o que permitirá a integração deste meio de mobilidade ao transporte urbano.
Cerca de 70 pessoas acompanharam a audiência pública no plenário do legislativo e aproximadamente 3 mil pessoas acompanharam por meio da transmissão ao vivo no site da Câmara.
“Macaé é uma cidade plana. Tem todas as condições de fomentar o uso da bicicleta como meio de transporte”, destacou Luciano Diniz, durante entrevista ao vivo ao programa Fim de Tarde, apresentado pelo jornalista Roberto Barbosa e transmitido por meio de uma cadeia de rádio do Norte, Noroestes Fluminense e Região dos Lagos.
Representantes da Associação Comercial e Industrial de Macaé (Acim), que participaram da Audiência manifestaram preocupação, porque a construção de ciclovias deve eliminar vagas para estacionamento em algumas ruas da zona central, como a Teixeira de Gouvêa, uma das mais movimentadas para o comércio do Centro.
“Como vocês pretendem eliminar vagas de estacionamento numa via com tantos estabelecimentos comerciais? Onde os clientes vão estacionar? Falar dos benefícios ambientais e de humanização proporcionados pelas ciclovias é muito bonito. Mas o que a prefeitura quer prejudicando os comerciantes, que tanto contribuem com impostos para o município?”, questionou o comerciante Alfredo Ranieri, que tem loja de móveis na Avenida Teixeira de Gouveia.
“Ciclista também é cliente. Além disso, surgirão novas oportunidades. Já vi surgirem, por exemplo, edifícios-garagem em áreas onde foram construídas ciclovias”, respondeu Eduardo Almeida, da Federação Estadual de Ciclismo, que também participou dos debates.
O engenheiro da Secretaria de Mobilidade Urbana Gabriel Athayde citou o caso da ciclovia construída na Avenida Atlântica, que teve forte oposição de donos de restaurantes, mas que, segundo relatos de vários comerciantes, suas atividades não foram prejudicadas.








