A greve que mobilizou trabalhadores de manutenção e montagem industrial em plataformas de petróleo de Macaé e da Bacia de Campos chegou ao fim após um acordo entre representantes da categoria e empresas terceirizadas. A paralisação durou 15 dias e foi encerrada depois de uma audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), em 2 de outubro.
Mais de 2 mil trabalhadores participaram do movimento, que atingiu cerca de 30 plataformas, principalmente na Bacia de Campos. Os profissionais são contratados por empresas terceirizadas responsáveis por serviços de manutenção e montagem industrial em unidades terrestres e offshore.
Entre os principais pontos definidos no acordo está um reajuste salarial de 8,5%. Também foram estabelecidos auxílio-alimentação de R$ 900, cesta natalina de R$ 200 e seis novos pisos salariais destinados a diferentes funções.
Outro item negociado prevê a devolução dos descontos realizados nos salários dos trabalhadores referentes aos dias de paralisação.
O acordo também prevê a criação de uma comissão formada por trabalhadores, sindicato e representantes das empresas. O grupo deverá acompanhar questões relacionadas às condições de trabalho e ao cumprimento dos termos definidos na negociação.
Como a paralisação começou
A greve teve início em 18 de setembro, após os trabalhadores rejeitarem uma proposta apresentada pelas empresas durante as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.
Entre as reivindicações apresentadas pela categoria estavam um reajuste salarial de 15%, vale-alimentação de R$ 1 mil e mudanças nas escalas de trabalho.
Os trabalhadores também cobravam melhorias nas condições de segurança, aumento do número de profissionais a bordo das plataformas e equiparação das condições de trabalho entre empregados terceirizados e funcionários próprios.
Durante os 15 dias de paralisação, foram realizadas novas rodadas de negociação e audiências de conciliação. O impasse, no entanto, permaneceu até a audiência realizada no TRT-RJ em 2 de outubro, quando as partes chegaram aos termos do acordo.
Petrobras acompanhou movimento
Durante a greve, a Petrobras informou que acompanhava as negociações entre trabalhadores e empresas terceirizadas.
Segundo a estatal, as plataformas que permaneciam em produção continuaram funcionando normalmente e a paralisação não provocou impactos na produção de petróleo ou no abastecimento.
Com o acordo firmado, os trabalhadores encerraram a paralisação e retomaram as atividades nas unidades onde prestam serviço.
Nova audiência está prevista
Apesar do encerramento da greve, as negociações ainda terão uma nova etapa. De acordo com o advogado do sindicato, Leonardo Lessa, uma nova audiência está prevista para quinta-feira (8), às 14h.
O encontro deverá ocorrer no Tribunal de Justiça e terá como objetivo dar continuidade às tratativas relacionadas ao acordo firmado entre os trabalhadores, o sindicato e as empresas terceirizadas.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








