Os caminhos do ex-governador do Rio, que depois de triunfar na vida pública, tem a carreira devorada pela Lava Jato;
Da redação
Condenado a 45 anos de prisão no âmbito da operação Calicute, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), é um político que foi ao céu como presidente da Alerj, depois com uma vitória consagradora para o Senado e duas vitórias na disputa pelo comando de um dos Estados mais importantes da Federação. Na sequência, desceu ao inferno tragado pela Operação Lava Jato, acusado, em um dos processos, de receber mais de R$ 200 milhões a título de pagamento de propina.
De uma carreira brilhante (um primeiro governo com recorde de avaliação positiva) e a paixão pelo luxo, sobrou uma cela no Complexo Penitenciário de Bangu. Algumas imagens resumem a trajetória do político fluminense do ápice de sua carreira à queda sintetizada por uma frase que lhe é atribuída após a prisão: “acho que exagerei”.
Cabral no auge (Paraíso) é um homem vibrante, entusiasmado, expressando vigor e sempre acompanhado de aliados que surfaram em seu prestígio. O Cabral presidiário (inferno) é um homem envelhecido, abatido, fragilizado, depreciado pela mesma mídia que o adulava, e isolado por antigos companheiros.
VÍDEO:
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Fonte: Canal VIU! – youtube.com/canalviu
Um dos símbolos da vida luxuosa, além das viagens à Paris, é a mansão e Mangaratiba. A casa será leiloada por R$ 6,4 milhões. A justiça abriu a mansão para a cobertura da imprensa e as imagens internas ocupam os noticiários, viralizando nas redes sociais. Confira algumas informações sobre o imóvel na infografia dinâmica:
Em uma das denúncias do Ministério Público Federal, ajuizada em dezembro de 2016, o ex-governador é acusado de comandar uma organização criminosa responsável pela prática de corrupção, fraude a licitações, cartel e lavagem de dinheiro na execução de obras públicas financiadas ou custeadas com recursos federais no governo Cabral. Neste processo foi condenado em primeira instância.
Cabral teria cobrado propina de 5% do valor das obras executadas pela construtora Andrade Gutierrez, favorecida pelo esquema criminoso mediante a prática de cartel. Entre as obras em que foi comprovado o pagamento de propina estão a construção do Arco Metropolitano, a reforma do estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 e a urbanização do complexo de Manguinhos, ação do PAC das Favelas.
Outros 11 denunciados foram condenados por envolvimento no esquema que desviou R$ 224 milhões dos cofres do estado: a ex-primeira dama, Adriana Ancelmo, o ex-secretário da Casa Civil Wilson Carlos, o ex-secretário de obras Hudson Braga, além dos empresários, Carlos Bezerra, Carlos Miranda, Wagner Jordão, Paulo Pinto, José Orlando, Luiz Paulo Reis, Carlos Jardim e Luiz Igayara.
O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, determinou a perda de bens dos condenados solidariamente no valor de R$ 224 milhões a título de indenização aos danos causados ao patrimônio público.
*Agência VIU!








