Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, afirmou nesta sexta-feira (28) que ainda não tem uma posição definitiva sobre a possibilidade de conceder anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Durante uma sabatina promovida por O Globo, CBN e Valor Econômico, o candidato disse que pretende analisar os processos antes de tomar uma decisão sobre o assunto. Para isso, segundo ele, pretende reunir juristas brasileiros e estrangeiros para avaliar os julgamentos e verificar se houve possíveis falhas ou irregularidades.
“Vou convidar um grupo de juristas notáveis do Brasil e de fora para ver se teve vícios nos processos. O julgamento não foi suficiente; quero analisar”, afirmou.
Mudanças no STF também estão entre as propostas
Além da discussão sobre uma possível anistia, Cury apresentou propostas relacionadas ao funcionamento do Supremo Tribunal Federal.
O candidato defendeu que ministros da Corte possam sofrer impeachment caso, em sua avaliação, cometam erros no exercício da função. Atualmente, ele também propõe o fim da vitaliciedade dos ministros, com a criação de mandatos de oito anos.
“Se o ministro cometeu erros, tem de sofrer impeachment”, declarou.
Augusto Cury afirmou ainda que, caso seja eleito presidente, pretende indicar mulheres para as duas próximas vagas que surgirem no Supremo.
Candidato critica reeleição e defende parlamentarismo
Questionado sobre seu posicionamento político, Cury afirmou que não se identifica completamente com os campos tradicionais da direita ou da esquerda. Segundo ele, sua visão reúne o que chamou de “mente capitalista” e “coração social”.
Durante a entrevista, o candidato também voltou a criticar o modelo de reeleição no Brasil e defendeu a adoção do parlamentarismo.
Na proposta apresentada por Cury, o país teria um primeiro-ministro com respaldo do Congresso Nacional. Para ele, mesmo mantendo oficialmente o sistema presidencialista, a política brasileira já apresenta características que se aproximam do parlamentarismo.
“Tem que ter um primeiro-ministro chancelado pelo Congresso”, afirmou.
Sem uma definição sobre a anistia, Augusto Cury disse que pretende aprofundar a análise dos processos antes de assumir uma posição definitiva sobre um dos temas mais sensíveis do debate político e eleitoral.
*Da Agência Fonte Exclusiva








