quinta-feira, 22 outubro, 2026
Portal Viu
  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Portal Viu
  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Portal Viu
Nada encontrado
Ver todos os resultados

El Niño coloca trabalhadores em alerta com risco de seca, enchentes e calor extremo

Estudo da OIT aponta possíveis perdas de produção, empregos e renda em diferentes regiões do Brasil e da América Latina.

redacao Por redacao
12/08/2026 - 08:41
em D+News
A A
Compartilhar:

O avanço do El Niño em 2026 pode provocar impactos que vão muito além das mudanças no regime de chuvas e das temperaturas. Um novo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta que o fenômeno climático tem potencial para reduzir a renda, afetar empregos e piorar as condições de trabalho em diferentes países da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil.

A preocupação é maior com trabalhadores informais, rurais e profissionais que exercem atividades ao ar livre. Agricultura, construção civil, pesca, transportes, logística, geração de energia e serviços ligados ao combate a incêndios estão entre os segmentos sujeitos aos efeitos mais intensos.

Publicado no fim de julho, o estudo “El Niño 2026–2027 e o mundo do trabalho na América Latina e no Caribe” avalia como alterações nas chuvas, secas, enchentes e ondas de calor podem desencadear uma sequência de consequências econômicas e sociais, atingindo produção, preços, empregos, salários e segurança dos trabalhadores.

El Niño deve ganhar força

As projeções climáticas reforçam o alerta. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que a probabilidade de manutenção das condições de El Niño até pelo menos novembro de 2026 está próxima ou acima de 90%. Os modelos apontam que o episódio pode atingir intensidade moderada a forte.

Leia Também

STF pode reabrir disputa pelo governo do Rio e levar eleição ao segundo turno

Fiocruz encontra cocaína em 59 de 60 amostras de água de rios do Rio de Janeiro

O levantamento da OIT, com base também em projeções do Centro Internacional para a Investigação do Fenômeno El Niño e do International Research Institute for Climate and Society, indica possibilidade de manutenção das condições quentes do Pacífico até o início de 2027. Segundo os modelos citados no documento, há probabilidade de 81% de um pico de intensidade classificado como muito forte entre outubro e dezembro de 2026.

No Brasil, efeitos devem variar entre as regiões

O impacto do El Niño não deverá ocorrer da mesma maneira em todo o território brasileiro.

Para o Sul do Brasil, o cenário destacado pela OIT é de chuvas acima da média, com aumento do risco de enchentes, tempestades e prejuízos associados à infraestrutura. Agricultura, transporte, logística e obras públicas aparecem entre os setores mais vulneráveis.

Inundações podem interromper rodovias, dificultar o transporte de mercadorias, danificar plantações e comprometer cadeias produtivas. Trabalhadores rurais, caminhoneiros, profissionais de logística e empregados envolvidos em obras e reparos de infraestrutura podem ser diretamente atingidos.

A situação prevista para o Nordeste brasileiro é diferente. O estudo aponta maior risco de seca, calor extremo, escassez de água e incêndios florestais. Pecuária, atividade florestal, agronegócio e geração hidrelétrica estão entre os segmentos expostos.

A eventual redução da produção agropecuária pode provocar perda de renda e aumento do desemprego rural. Ao mesmo tempo, temperaturas elevadas ampliam os riscos para quem trabalha diretamente sob o sol ou em atividades fisicamente exigentes.

Trabalho ao ar livre preocupa

Um dos principais pontos destacados pela OIT é o efeito do calor excessivo sobre a saúde e a produtividade.

Trabalhadores da agricultura, construção, pesca, coleta de resíduos e outras atividades realizadas ao ar livre estão entre os grupos mais vulneráveis. A exposição prolongada às altas temperaturas aumenta o risco de fadiga, acidentes, doenças relacionadas ao calor e queda de produtividade.

A vulnerabilidade é ainda maior na informalidade. Trabalhadores sem vínculo formal podem ter menor acesso a pausas regulamentadas, água, locais de descanso, sistemas de refrigeração, equipamentos adequados e mecanismos de proteção social.

No Brasil, as normas de segurança e saúde do trabalho estabelecem medidas para prevenir efeitos adversos decorrentes da exposição ocupacional ao calor. A NR-09 determina que as organizações avaliem o risco e adotem medidas de prevenção, enquanto a legislação prevê ações como disponibilização de água potável e programação das atividades mais pesadas para períodos com condições térmicas mais amenas.

Apesar da existência das normas, a alta informalidade representa um desafio adicional para que as medidas de proteção alcancem todos os trabalhadores expostos.

Produção de alimentos e renda sob pressão

Os efeitos do El Niño podem formar uma cadeia que começa no clima e chega diretamente ao orçamento das famílias.

Secas podem reduzir a disponibilidade de água para irrigação, consumo e geração de energia. Chuvas extremas, por outro lado, têm capacidade de destruir plantações, contaminar fontes de água e danificar estradas, pontes e outras estruturas essenciais à atividade econômica.

Quando a produção agrícola cai, os reflexos podem aparecer no preço dos alimentos. A inflação reduz o poder de compra dos salários e afeta de maneira mais intensa famílias de baixa renda.

A OIT alerta ainda que perdas de renda em comunidades vulneráveis podem ampliar outros problemas sociais, incluindo insegurança alimentar, migração em busca de trabalho e até o risco de aumento do trabalho infantil em áreas mais afetadas.

Canal do Panamá também está no radar

O alerta não se limita ao Brasil. Um dos pontos estratégicos mencionados no estudo é o Canal do Panamá, uma das principais rotas do comércio marítimo internacional.

Períodos prolongados de seca podem reduzir o nível dos lagos utilizados na operação do canal. Isso pode limitar a circulação de embarcações e provocar efeitos sobre transporte, logística, cadeias de abastecimento e empregos relacionados à atividade.

O problema mostra como os impactos do El Niño podem alcançar setores que, em um primeiro momento, não são considerados diretamente dependentes do clima.

Pesca pode sofrer no Peru e no Equador

Na costa do Pacífico, Peru e Equador aparecem entre os países que exigem atenção especial.

Além do risco de chuvas extremas, enchentes, deslizamentos e enxurradas, o aquecimento das águas costeiras altera os ecossistemas marinhos e pode comprometer a atividade pesqueira.

A pesca representa uma importante fonte de renda e emprego nessas regiões. Uma queda acentuada da atividade pode atingir pescadores, trabalhadores da indústria de processamento, transporte e comércio ligados ao setor.

Hidrelétricas também podem ser afetadas

Colômbia, Equador, Venezuela e Bolívia aparecem no estudo entre os países vulneráveis devido à dependência da geração hidrelétrica.

A redução das chuvas e dos níveis dos rios pode limitar a capacidade de produção de eletricidade. Em situações mais críticas, restrições no fornecimento de energia podem atingir fábricas, mineração, agronegócio e serviços urbanos.

O problema vai além da redução da produção industrial. Cortes de energia também podem comprometer sistemas de ventilação e refrigeração em fábricas e minas justamente durante períodos de temperaturas elevadas, aumentando o risco de estresse térmico entre os trabalhadores.

Informalidade aumenta vulnerabilidade

O cenário preocupa especialmente em uma região onde a informalidade continua elevada. Dados recentes da OIT mostram que quase metade dos trabalhadores da América Latina e do Caribe permanece no emprego informal, situação que limita o acesso a mecanismos de proteção social e trabalhista.

É justamente esse grupo que tende a apresentar menor capacidade de absorver perdas temporárias de renda provocadas por secas, enchentes, interrupções das atividades ou eventos extremos.

A OIT ressalta, entretanto, que os impactos sobre o mercado de trabalho não são inevitáveis. A dimensão das perdas dependerá da capacidade dos países de antecipar os riscos e adotar políticas de proteção.

Medidas para reduzir os impactos

Entre as medidas defendidas pela organização estão o fortalecimento dos sistemas de alerta, ampliação da proteção social, adaptação dos locais e jornadas de trabalho ao calor e reforço da fiscalização das condições ocupacionais.

Para trabalhadores expostos a altas temperaturas, medidas como acesso permanente à hidratação, períodos adequados de descanso, áreas protegidas do calor e organização dos trabalhos mais pesados nos horários mais amenos podem diminuir o risco de adoecimento.

A entidade também defende investimentos em infraestrutura mais resistente a eventos extremos e políticas específicas para setores altamente dependentes do clima.

Para a OIT, o El Niño 2026-2027 não deve ser tratado apenas como uma emergência meteorológica. O fenômeno expõe fragilidades já existentes no mercado de trabalho e reforça a necessidade de preparar trabalhadores, empresas e governos para um cenário em que eventos extremos podem se tornar cada vez mais frequentes.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

Tags: #ConstruçaoCivil#ElNino#MudançasClimáticas#OIT#Prevenção#SegurançaDoTrabalhoagriculturaBrasilcalorClimaEmpregosRendaTrabalhadoresTrabalho
Notícia anterior

SUS terá nova infraestrutura para armazenar dados de saúde em servidores no Brasil

Próxima notícia

Rio das Ostras promove capacitação gratuita sobre legislação para pescadores

redacao

redacao

Próxima notícia
Rio das Ostras oferece oficina gratuita para pescadores sobre legislação pesqueira. Capacitação acontece em 25 de agosto, no Parque dos Pássaros.

Rio das Ostras promove capacitação gratuita sobre legislação para pescadores

Dois feminicídios em nove dias mobilizam Macaé. Casos de Karollen e Tuani reacendem debate sobre proteção às mulheres e violência doméstica.

Polícia investiga feminicídio de Karollen e apura possível morte de suspeito em Macaé

COLUNISTAS

Entre palcos e palanques: o meio artístico ganha protagonismo na reta final da eleição

Fabrício Cabral
21/10/2026 05:09

Temperança marca a transição para outubro com mensagem de equilíbrio e renovação

Carlos Fracho
28/09/2026 05:56

Na mira do MPRJ: Ala inaugurada em 2024 no Hospital Manoel Carola nunca funcionou 

Douglas Fernandes
25/09/2026 04:20

Mentira e eleição: quando convencer vale mais que dizer a verdade

João Vicente
15/09/2026 08:44

Frederico Paes e o governo que tenta trocar espetáculo por entrega em Campos

Roberto Barbosa
07/07/2026 11:23

STF e autismo: quando a condição precisa ser visível para ser reconhecida

Karoline Barbosa
28/05/2026 09:10

Thiago Rangel mantém influência na Alerj mesmo após afastamento, aponta blog

Mathilde no Poder
14/05/2026 10:05

A história de Jacyr Barbetto em Campos dos Goytacazes-RJ (Parte II)

Leonardo Santos
01/05/2026 11:30

EDITORIAS

Brasil Canal VIU Cidade Concurso Cultura D+News Economia Esporte Fonte Exclusiva GEEK Mundo Opinião Política Saúde Tecnologia
Portal Viu
Universidade Candido MendesO

 

Notícias das cidades do Estado do Rio de Janeiro, com destaque para Macaé e Campos dos Goytacazes, além dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.

Conheça o Portal VIU!

E-mail: [email protected]

  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
Brasil inteiroVer por estado
Carregando dados oficiais do TSE…
Fonte: TSEAcompanhar apuração completa →

Add New Playlist