A divulgação de informações extraídas de um celular apreendido pela Polícia Federal levou o senador Weverton Rocha (PDT-MA) a pedir ao Senado a adoção de medidas para investigar a origem do material.
O parlamentar afirma que mensagens, fotografias e outros dados pessoais divulgados pela imprensa estariam protegidos por segredo de Justiça e não teriam relação com o objeto da investigação.
O pedido foi encaminhado no sábado (8) ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
No documento, Weverton solicita que a Advocacia do Senado leve o caso ao ministro responsável pelo processo no Supremo Tribunal Federal (STF), à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Corregedoria-Geral da Polícia Federal.
Entre as providências solicitadas está a identificação da origem dos conteúdos que chegaram à imprensa. O senador também pede a preservação dos registros relacionados ao acesso, à extração, à cópia e ao compartilhamento dos arquivos armazenados no aparelho.
Celular foi apreendido em operação da PF
O telefone foi recolhido pela Polícia Federal em 17 de dezembro de 2025, durante a Operação Sem Desconto. Na terça-feira (4), Weverton também foi alvo de uma ação da corporação.
Um dos conteúdos divulgados recentemente foi uma fotografia publicada pela revista Piauí no sábado (8). Segundo a publicação, a imagem teria sido feita em 23 de abril de 2023 e mostra políticos reunidos em uma piscina no Rancho Tomaz, em Planaltina (GO).
O imóvel pertence ao advogado Willer Tomaz, que é investigado no caso relacionado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Além de Weverton e Willer Tomaz, aparecem na fotografia Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados, Alexandre Ramagem (PL), Juscelino Filho (PSDB), Elmar Nascimento (União) e Paulo Azi (União).
Conforme a reportagem anexada ao pedido apresentado pelo senador, a viagem teria sido organizada por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Grupo Seleto”, formado por alguns dos parlamentares.
Weverton contesta divulgação de imagem
Na avaliação do senador, a fotografia retrata uma situação de caráter privado e não teria ligação com os fatos investigados. Ele também argumenta que a publicação acabou expondo outros parlamentares que não são alvos da investigação.
O parlamentar afirma que a divulgação de informações pessoais armazenadas no aparelho vem ocorrendo desde a apreensão do celular. Segundo ele, parte desse conteúdo envolveria terceiros e não apresentaria relação com a apuração conduzida pelas autoridades.
Pedido inclui medidas para evitar novos vazamentos
Weverton também solicitou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública informações sobre as providências adotadas para investigar os vazamentos e impedir que novos dados sejam divulgados.
O senador defende ainda a adoção de medidas preventivas para evitar novas exposições e pede que os parlamentares eventualmente afetados sejam informados sobre a situação.
No documento encaminhado ao Senado, o parlamentar sustenta que a divulgação de conteúdos submetidos a segredo de Justiça pode atingir direitos relacionados à intimidade e à vida privada. Ele também questiona a exposição de pessoas que não são investigadas no caso.
Para Weverton, a divulgação de determinados dados pode ainda provocar impactos institucionais, além de comprometer a própria investigação. O senador cita possíveis reflexos sobre a independência e o decoro do Poder Legislativo.
As autoridades e instituições mencionadas no pedido deverão avaliar as solicitações apresentadas e, caso entendam necessário, apurar como os dados foram obtidos e divulgados, além de verificar se houve violação das regras relacionadas ao sigilo judicial.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








