Em novo julgamento no 1º Tribunal do Juri do Rio, o traficante carioca Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, de 47 anos, foi condenado a 120 anos de prisão. Com isso, passou a acumular penas que chegam a somar 320 anos e dois meses de prisão.
Durante o julgamento que durou mais de 10 horas, terminando na madrugada desta quinta-feira (14/05), ele foi condenado por ter chefiado rebelião ocorrida em 2002, no Presídio de Segurança Máxima de Bangu 1, na zona oeste do Rio, que culminou com a morte de Ernaldo Pinto Medeiros, o Uê, na época líder da facção criminosa Terceiro Comando (TC), rival da facção Comando Vermelho (CV), chefiada por Beira-Mar.
O traficante também foi condenado pelo assassinato de outros três criminosos da facção rival: Carlos Alberto da Costa (Robertinho do Adeus); Wanderlei Soares (Orelha); e Elpídio Rodrigues Sabino (Pidi). A defesa já anunciou que vai recorrer da sentença.
— Eu cometi vários crimes. Nesse, eu sou inocente — disse o traficante em depoimento, segundo o jornal O Globo.
Para garantir a segurança durante o julgamento, foi mobilizado um aparato com 220 agentes das polícias Federal, Civil e Militar e do Departamento Penitenciário Nacional. O criminoso foi trazido de Porto Velho (RO), onde cumpre pena num presídio federal, num avião da Polícia Federal, que desceu no Aeroporto Santos Dumont.
De lá, foi levado de helicóptero da Polícia Civil até o Fórum. Segundo cálculos feitos pelo “RJ-TV”, da Rede Globo, o custo total da operação foi de cerca de R$ 120 mil, entre gastos com transporte e diárias dos agentes.
Durante o julgamento, Beira-Mar parecia não estar preocupado com a possibilidade de receber mais uma condenação. Além de sorrir constantemente, ele chegou a mandar beijos, acenar e fazer o sinal de positivo para parentes e amigos (cerca de 20 pessoas) que estavam no plenário. Diante dessa atitude, o juiz Fabio Uchôa lhe perguntou por que sorria tanto. O criminoso respondeu que era seu jeito de mostrar nervosismo.
De óculos, vestindo uma calça jeans e camisa polo, Beira-Mar sorriu constantemente, mandou beijos, acenou e fez sinal de positivo para parentes e amigos (cerca de 20 pessoas) que estavam no plenário. O juiz Fabio Uchôa lhe perguntou por que sorria tanto. O criminoso respondeu que era seu jeito de mostrar nervosismo.
No final do julgamento, pouco depois de 1h, o traficante foi levado de helicóptero para o Aeroporto Internacional do Galeão Tom Jobim, na Ilha do Governador. De lá, seguiu em avião da Polícia Federal para o Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia, onde cumpre pena, depois de ter passado um período no Presídio de Segurança Máxima de Catanduva, no Paraná.
Antes deste novo julgamento, Beira-Mar, no Rio de Janeiro, já tinha nove condenações somando 133 anos e 6 meses de prisão. O traficante tem condenações também em outros estados e responde a processos por lavagem de dinheiro, contrabando e associação para o tráfico internacional de drogas.
*Com informações da Agência Brasil








