Redação
O advogado da Associação Hospitalar, Francisco Lins, disse hoje (15/05) que o caos enfrentado pelo Hospital Moacyr Gomes Azevedo, na cidade de Cambuci, no Noroeste Fluminense, é uma das razões da superlotação do hospital Ferreira Machado e Hospital Geral de Guarus, na cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
Entrevistado pelo jornalista Roberto Barbosa, no programa Fim de Tarde, na rádio Diário FM, ele destacou que com a desativação do setor e internação e outros serviços essenciais da unidade, os pacientes passaram a ser removidos para cidades polos, entre elas Campos em maior número, acentuando a rotina de remanejamento realizada por outras cidades de pequeno e médio porte sem estrutura hospitalar adequada.
Inspeção realizada pelo Ministério Público Federal no Hospital de Cambuci constatou uma série de irregularidades. A fiscalização encontrou aproximadamente 2000 medicamentos com validade vencida, maior número encontrado em todas as inspeções realizadas em hospitais da região. O chefe da farmácia e mais um funcionário foi levado para Delegacia de São Sebastião do Alto, que está responsável pelo flagrante da área.
“É uma situação grave. O hospital está enfrentando esta situação caótica desde que o prefeito Agnaldo Mello Filho (foto acima) decretou intervenção e assumiu a gestão demitindo todos os funcionários”, disse o advogado.
O Ministério Público está realizando inspeção em todos os hospitais da Região. Já foram inspecionados hospitais em Campos dos Goytacazes, São Francisco do Itabapoana e São João da Barra.
A reportagem tentou contato com o prefeito de Cambuci, mas ele não retornou as ligações.
Intervenção levou ao caos
O Hospital Moacyr Gomes de Azevedo já foi apontado como uma das referências do SUS no Estado do Rio de Janeiro, mas entrou em crise após uma intervenção da prefeitura realizada ano passado.
O prefeito Agnaldo Mello Filho (PMDB), justificou a medida afirmando que o município não recebia prestação de contas das verbas do governo Federal que eram repassadas por meio do Fundo Municipal de Saúde.
Atualmente o hospital é administrado pelo secretário de Saúde, Agnaldo Mello, pai do atual prefeito. Ele está inelegível com base na lei da Ficha Limpa e tem condenação por apropriação indébita.
Anteriormente, por mais de 10 anos, a unidade foi administrada pela Associação Hospitalar, que recebeu a atribuição de um milionário da cidade, Antônio Tavares, que investiu R$ 15 milhões do próprio bolso no hospital.








