O afastamento do deputado estadual Thiago Rangel da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não encerrou a influência política do parlamentar nos corredores da Casa. Segundo informações divulgadas pelo Blog Matilde no Poder, assessores indicados por Rangel continuam ocupando cargos em setores considerados estratégicos da estrutura administrativa do Legislativo fluminense.
Thiago Rangel está preso preventivamente no âmbito da Operação Unicórnio, investigação conduzida pela Polícia Federal que apura suposta participação em organização criminosa, fraudes em licitações e possíveis vínculos com o crime organizado. Em cumprimento à decisão do Supremo Tribunal Federal, o deputado foi afastado do mandato e o suplente já foi convocado.
Apesar disso, aliados políticos do parlamentar ainda permaneceriam nomeados em gabinetes e áreas administrativas da Alerj. De acordo com a publicação, parte desses servidores estaria lotada na liderança do Avante e também em setores ligados à Presidência da Casa.
Entre os nomes citados está Dandara Ribeiro, que, segundo a coluna, estaria lotada na assessoria da Presidência da Assembleia, atualmente comandada pelo deputado Douglas Ruas.
Tema pode voltar ao radar do STF
Nos bastidores da Alerj, a permanência desses assessores é interpretada por alguns parlamentares como uma tentativa de preservar a influência política de Thiago Rangel, mesmo após seu afastamento judicial. Caso essa situação seja confirmada, o assunto pode atrair novamente a atenção do ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações no STF.
Clima de apreensão entre deputados
A Operação Unicórnio provocou forte impacto no ambiente político da Assembleia Legislativa. Relatos de bastidores indicam que o clima entre os parlamentares é de tensão, diante da possibilidade de novas fases da investigação atingirem outros nomes do cenário político fluminense.
Cassação depende de processo interno
Embora Thiago Rangel esteja afastado do mandato, eventual cassação ainda depende da abertura de processo no Conselho de Ética da Alerj. O procedimento prevê ampla defesa, análise técnica e votação em plenário, o que pode prolongar o desfecho por vários meses.
Novos desdobramentos são esperados
A expectativa nos bastidores é de que novas ações da Polícia Federal e do Ministério Público tragam mais revelações sobre o esquema investigado, incluindo possíveis conexões com assessores, operadores financeiros e outros agentes públicos.
*Da Agência Fonte Exclusiva.







