Campos dos Goytacazes (RJ), uma das cidades que mais arrecadam royalties do petróleo no Brasil, vive um contraste cada vez mais evidente: riqueza bilionária nos cofres públicos e dificuldades no cotidiano de grande parte da população.
Dados de março de 2026 apontam que 212.150 moradores estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), número que representa cerca de 43,8% da população municipal, estimada em 483 mil habitantes. O indicador revela a forte dependência de programas sociais em uma cidade marcada pela abundância de receitas petrolíferas.
Enquanto milhares de famílias recorrem ao apoio social, um nicho da classe política mantém um estilo de vida de alto padrão amplamente divulgado e observado pela opinião pública local.
Neste cenário, cresce a expectativa em torno da ampla reportagem que está sendo finalizada pela Agência Fonte Exclusiva, com foco na evolução patrimonial de figuras centrais do poder campista, incluindo nomes ligados aos mercados financeiro e imobiliário.
Entre os brinquedinhos estariam terrenos em condomínios de luxo. Chama a atenção no levantamento a constituição de quatro empresas, algumas com capital social acima de R$ 1,5 milhão e uma ex-primeira dama como sócia em um dos CNPJs.
A publicação acontece em momento decisivo: o Supremo Tribunal Federal se aproxima de julgar temas relacionados à nova partilha dos royalties do petróleo, assunto que pode impactar diretamente as finanças de municípios produtores como Campos.
Em uma cidade rica em arrecadação e marcada por forte desigualdade social, a pergunta segue no ar: quem realmente prosperou com a riqueza do petróleo?








