O Supremo Tribunal Federal iniciou nesta terça-feira (24) o julgamento dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018 no Rio de Janeiro. O caso, que se tornou um dos mais emblemáticos da história recente do país, chega à fase decisiva oito anos após o crime.
Os réus respondem por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Entre eles estão o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o ex-deputado estadual e conselheiro do TCE-RJ Domingos Brazão, além do ex-delegado Rivaldo Barbosa, do ex-policial militar Ronald Paulo de Alves e de Robson Calixto Fonseca, ex-assessor do tribunal de contas.
O julgamento ocorre em sessões ao longo desta terça e também na manhã de quarta-feira (25), com transmissão ao vivo pela TV Justiça e pelo canal oficial do STF na internet.
Marielle Franco foi morta aos 38 anos, em 14 de março de 2018, quando trafegava de carro no centro do Rio. O motorista Anderson Gomes também morreu no atentado. Em 2024, o ex-policial Ronnie Lessa, autor dos disparos, foi condenado a 78 anos de prisão, enquanto o motorista do veículo usado no crime, Élcio Queiroz, recebeu pena de 59 anos.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, o assassinato teria sido motivado por disputas relacionadas à atuação política da vereadora contra interesses de milícias e ocupações ilegais de terras na capital fluminense. A acusação afirma que os irmãos Brazão seriam os mandantes do crime, o que é negado pela defesa.
A investigação também aponta que Rivaldo Barbosa teria atuado para dificultar as apurações, utilizando sua posição na Polícia Civil para favorecer os autores intelectuais.
O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, que será o primeiro a apresentar voto. A decisão definirá se os acusados serão condenados ou absolvidos.
*Da Agência: Fonte Exclusiva








