O Implanon, implante contraceptivo hormonal de longa duração, passou a integrar o rol de coberturas obrigatórias dos planos de saúde no Brasil, conforme determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovada em agosto de 2025.
A inclusão segue as diretrizes da Resolução Normativa nº 619/2024 e garante o acesso ao método sem custo adicional, dentro das indicações médicas previstas pela agência.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Implanon é considerado um dos métodos mais eficazes de contracepção reversível, com duração de até três anos e eficácia superior a 99%. O dispositivo libera gradualmente o hormônio etonogestrel, que inibe a ovulação e altera o muco cervical, dificultando a fecundação.
Cobertura pelos planos e como solicitar
O fornecimento do implante pelos planos de saúde deve ocorrer mediante prescrição médica, respeitando os critérios definidos pela ANS.
A operadora tem até 21 dias úteis para autorizar o procedimento. Se o pedido for negado, o beneficiário pode registrar reclamação na ANS pelo telefone 0800 701 9656 ou pelo site www.gov.br/ans, além de procurar o Procon de sua região.
Especialistas lembram que o termo “cobertura obrigatória” não significa acesso automático para todas as pessoas. Cada caso deve ser avaliado conforme a indicação clínica e as condições de uso descritas na normativa.
Em caso de tentativa de cobrança extra, a orientação é não efetuar o pagamento e formalizar a denúncia à ANS.
Implanon no SUS e expansão gradual
O método também está sendo incorporado à rede pública. O Ministério da Saúde anunciou investimento estimado em R$ 245 milhões para distribuir 1,8 milhão de unidades do Implanon em todo o país até 2026.
A implementação será gradual, com prioridade para mulheres em idade fértil e em situação de vulnerabilidade social.
Segundo a ginecologista Carla Zucchi, o Implanon se destaca pela praticidade e segurança:
“O implante reduz o risco de falhas por esquecimento, como ocorre com a pílula, e tem boa tolerabilidade. Mas, como qualquer método hormonal, deve ser indicado após avaliação médica individualizada.”
Diferença para outros métodos
Diferente das pílulas e injeções mensais, o Implanon atua de forma contínua e não depende da rotina da usuária.
Por outro lado, não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e o uso de preservativo continua sendo essencial.
O Ministério da Saúde considera o método um aliado na redução da mortalidade materna e no fortalecimento da autonomia reprodutiva das mulheres.
Ainda assim, recomenda-se acompanhamento médico para avaliar possíveis efeitos colaterais e contraindicações específicas.
Com a nova determinação, o Brasil amplia o acesso a métodos modernos de contracepção. Saber como solicitar o procedimento corretamente e conhecer os direitos garantidos pela ANS é fundamental para evitar cobranças irregulares e garantir um atendimento seguro.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








