Execução orçamentária do município demonstra que prefeitura abusou de nomeações e não consegue estancar sangria com folha de pagamento;
Da redação
Se o discurso político engana, os números não mentem. A leitura da execução orçamentária da cidade de Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, nos últimos seis meses é desalentadora.
O prefeito Rafael Diniz (PPS) tentou cortar despesas na administração, mas abusou das nomeações. Um dos pecados foi manter a folha de pagamento no topo mesmo diante da queda de receita. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) foi para o espaço. O município já comprometeu 62% da receita com pagamento de pessoal.
O que está ruim pode piorar. Esta realidade dura e crua ainda não incluiu o pagamento de 13º e férias, simplesmente porque o governo não pagou. Tudo indica que vai atrasar.
O destino da cidade está traçado: recessão pesada e corte de todos os investimentos. Diniz também vai promover uma reforma administrativa com redução de cargos comissionados e não concederá reajuste aos servidores nos próximos dois anos. Plano de saúde (que foi prometido em campanha) nunca virá e provavelmente haverá demissões de servidores em estágio probatório.
O governo, literalmente, está dissolvendo. Campos dos Goytacazes é uma das cidades situadas na zona produtora de petróleo abalada por uma crise histórica. Como dizia Rafael Diniz no período em que foi candidato ao cargo que ameaça tragar sua carreira política, “o problema de Campos não é falta de dinheiro, é falta de gestão”.








