O cantor e empresário Vagner Borges Dias, que usa o nome artístico Latrell Brito e ficou conhecido como o “pagodeiro do PCC”, já acumula mais de 50 anos de condenação por crimes ligados a fraudes em contratos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Preso desde 27 de janeiro, ele é apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) como líder de um esquema que desviou mais de R$ 200 milhões de prefeituras e câmaras municipais da Grande São Paulo e do interior do estado.
Com mais de 900 mil seguidores nas redes sociais, Latrell se apresentava como cantor de pagode romântico, enquanto mantinha, segundo os promotores, empresas de fachada usadas para vencer licitações fraudulentas.
Uma denúncia anônima em 2023 revelou que sua empresa, Vagner Borges Dias M.E., havia sido favorecida em licitação na área de saúde em Guarulhos, desencadeando investigações que se expandiram para cidades como Araraquara.
Conversas interceptadas pelo MP-SP indicam que um representante de Latrell mantinha ligações com um empresário ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e já condenado por tráfico de drogas. Após ficar foragido, Latrell foi localizado e preso no início de 2025.
Na última terça-feira (23), ele recebeu nova condenação de 32 anos, 10 meses e 4 dias de prisão — sendo 24 anos e 10 meses de reclusão e 8 anos de detenção — por fraude em licitação, fraude em contrato público e corrupção ativa. O juiz também aplicou 192 dias-multa, calculados em 1/30 do salário mínimo da época.
Essa sentença se soma a outra, de julho, quando o pagodeiro já havia sido condenado a 26 anos e 8 meses de reclusão por lavagem de dinheiro, crime cometido cinco vezes, além de 80 dias-multa. A Justiça determinou ainda o confisco de imóveis em Mogi das Cruzes e Suzano, considerados de origem criminosa.
A prisão preventiva foi mantida, sob argumento de risco à ordem pública e à aplicação da lei penal. O pedido do Ministério Público para indenização por dano moral coletivo, no entanto, foi negado.
Da Agência Fonte Exclusiva.








