Em uma iniciativa considerada rara, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, convocou centenas de generais e almirantes para uma reunião de alto nível na base do Corpo de Fuzileiros Navais, na Virgínia, marcada para a próxima terça-feira (30).
A ordem abrange praticamente todos os principais comandantes militares do país, incluindo oficiais que atuam em zonas de conflito no exterior.
De acordo com fontes ouvidas pelo The Washington Post, a nota de convocação foi emitida no início da semana, em meio ao risco de uma paralisação do governo federal. A decisão levanta preocupações tanto de ordem operacional quanto política, já que a ausência simultânea de tantos líderes militares em campo é vista como um potencial risco à segurança.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou em comunicado que Hegseth “se dirigirá aos seus principais líderes militares no início da próxima semana”, mas não forneceu detalhes adicionais. Ainda não está claro se a Casa Branca participa da iniciativa ou se o presidente Donald Trump pretende comparecer.
Segundo o The Washington Post, todos os oficiais com patentes entre O-7 e O-10 — que abrangem generais de brigada até oficiais de quatro estrelas e equivalentes na Marinha — foram orientados a participar, dentro das restrições operacionais de suas áreas de comando.
Nenhuma das fontes ouvidas pelo jornal se recorda de um secretário de Defesa ter convocado tantos generais e almirantes simultaneamente. “Estamos retirando todos os generais e oficiais superiores do Pacífico agora mesmo? Tudo isso é estranho”, comentou um alto funcionário americano, sob condição de anonimato.
A postura política de Hegseth também gera inquietação entre críticos, que temem que a reunião possa abalar a tradição de neutralidade partidária do Departamento de Defesa em um momento de tensão em Washington.
Da Agência Fonte Exclusiva.








